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icone de categorias Notícias icone de data de publicação 26 de outubro de 2009.

Aché pode liderar criação de grande laboratório farmacêutico nacional

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Febrafar

O projeto do BNDES de fomentar a criação de um grande laboratório farmacêutico de capital nacional já tem seu candidato a cavalo vencedor. Todos os caminhos apontam na direção do Aché. Dentro do próprio banco, a empresa é tratada como a maior aposta para encabeçar o processo de consolidação no setor de medicamentos.
Além de uma situação financeira saudável, é forte no segmento de genéricos e tem um pé razoavelmente fincado no setor de pesquisas. Não custa lembrar que uma das principais motivações do BNDES em relação ao projeto é aumentar o ainda incipiente desenvolvimento de remédios no país, reduzindo a dependência de medicamentos formulados pelos laboratórios internacionais.

O que também pesa a favor do Aché é o bom trânsito dos seus controladores junto ao BNDES. Há cerca de três anos, o banco teve um papel fundamental para que a empresa fechasse a compra do laboratório Biosintética – à época, concedeu um financiamento de R$ 300 milhões.

As famílias Syaulis, Baptista e Depieri, donas do Aché, já teriam manifestado à agência de fomento seu interesse em participar ativamente do processo de consolidação da indústria farmacêutica, seja por meio da compra de laboratórios menores, seja até mesmo a partir da fusão com empresas de grande porte do setor.

Outros fabricantes nacionais que já foram informalmente consultados pelo BNDES não demonstram a mesma disposição. Teria sido o caso da Medley, segundo maior produtor de genéricos do país. A família Negrão optou pela venda da empresa para o grupo francês Sanofi-Aventis.

Na bula elaborada pelo BNDES, a prescrição ideal contemplaria a fusão do Aché com outro grande fabricante nacional. No banco, a opção vista como a mais factível é a associação com o Eurofarma. A parceria daria origem a um dos dois maiores laboratórios farmacêuticos do país. Juntos, Aché e Eurofarma vão faturar neste ano cerca de R$ 3,3 bilhões. Por sua vez, o grupo francês deverá atingir a marca de R$ 3,4 bilhões de receita com a compra do Medley.

Nos planos do BNDES, caberia a este grande grupo criado a partir da fusão entre Aché e Eurofarma comprar laboratórios de menor porte no país. Este movimento serviria para conter o avanço das empresas estrangeiras no mercado nacional, vide a própria venda da Medley e a iminente negociação da Neo Química para a Pfizer.


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