Aché faz parceria para descobrir medicamentos a partir da biodiversidade

O programa, inédito no País, tem foco na descoberta e desenvolvimento de medicamentos a partir da biodiversidade brasileira.
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O Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), o Aché Laboratórios e a empresa Phytobios fecharam uma parceria para identificar substâncias bioativas em extratos vegetais da biodiversidade brasileira. Com apoio da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) e investimento inicial de R$ 10 milhões para dois primeiros projetos.

O programa, inédito no País, tem foco na descoberta e desenvolvimento de medicamentos a partir da biodiversidade brasileira. O CPEM tem expertise no desenvolvimento e condução dos ensaios para a identificação de compostos bioativos usando equipamentos de alta tecnologia; a Phytobios possui experiência na condução de expedições de bioprospecção em biomas brasileiros e o Aché tem expertise nas etapas de pesquisa e desenvolvimento de medicamentos.

As empresas estão na  fase de descoberta de dois medicamentos: um para a área de oncologia e outra dermatológica. Essa primeira fase deve demorar cerca de cinco anos para o primeiro medicamento e quatro para o segundo. Depois, serão aproximadamente oito anos de desenvolvimento e testes do fármaco.

De acordo com o diretor de Inovação Radical do Aché, Cristiano Ruch Werneck Guimarães, a partir da descoberta dos ativos, as três empresas tentarão preencher lacunas e necessidades médicas não atendidas, desenvolvendo medicamentos para novas doenças ou com melhorias em relação àqueles que já estão no mercado.

A parceria, que tem como um dos objetivos colocar o Brasil como um dos países inovadores e exportadores de medicamentos no mundo, também poderá fazer com que os medicamentos sejam mais inovadores. O diretor do núcleo de Inovação do Aché Stephani Saverio, afirma que os medicamentos deverão ser mais acessíveis do que os biológicos, porque o processo é de menor complexidade e investimento.

Com as pesquisas, as empresas poderão desenvolver não somente medicamentos naturais, mas sintéticos (a partir da descoberta de moléculas presentes na biodiversidade e replicadas sintéticamente) ou semi sintéticos (com propriedades naturais e sintéticos).

Fonte: Guia da Farmácia

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