Aconselhamento na farmácia

Na área da saúde, o aconselhamento é uma prática utilizada no intuito de suprir as necessidades dos clientes/pacientes em vários contextos, possibilitando um maior entendimento da sua realidade e capacidade de prevenção, adaptação ou mudança em seus hábitos de vida.
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Revista da Farmácia (ed. 191):

 

anaPor Ana Lucia Caldas

Na área da saúde, o aconselhamento é uma prática utilizada no intuito de suprir as necessidades dos clientes/pacientes em vários contextos, possibilitando um maior entendimento da sua realidade e capacidade de prevenção, adaptação ou mudança em seus hábitos de vida.

O aconselhamento tem como principais objetivos oferecer apoio emocional, esclarecer informações e dúvidas acerca de possíveis alterações e, principalmente, ajudar na avaliação dos riscos e das melhores maneiras disponíveis para prevenção sobre os vários aspectos da saúde.

Ele pode ser entendido como um processo de escuta ativa, centrado no paciente e que pressupõe a capacidade de estabelecer uma relação de confiança entre o farmacêutico e o cliente/paciente, tendo como objetivo as possibilidades de cada indivíduo em se reconhecer como responsável por decisões relacionadas à sua própria saúde e por adaptações ou transformações que forem necessárias para manter ou melhorar a qualidade de vida dele.

Dessa forma, o aconselhamento também busca fortalecer o cliente/paciente para as habilidades necessárias para solucionar problemas relacionados aos seus medicamentos, proporcionando a adesão e a manutenção do tratamento, principalmente aqueles de longos períodos ou de doenças crônicas em que o uso de medicamentos é contínuo.

Dependendo do tipo de serviço a ser realizado, o aconselhamento pode ser individual, quando o paciente solicita o atendimento por consulta ou testes, ou coletivo, direcionado para grupos de autoajuda, turmas de alunos, associação de moradores ou grupos de portadores de doenças específicas, como diabetes e hipertensão. Vale citar que agora, com a chegada dos autotestes de HIV em farmácias, mais do que nunca, o farmacêutico deve procurar se capacitar para essa habilidade.

Sendo individual, o aconselhamento deve se manter inteiramente sigiloso e oferecer a quem realiza uma consulta ou um teste a possibilidade de ser acompanhado pelo profissional na farmácia ou, dependendo do caso, por uma equipe de profissionais de saúde.

Nos testes realizados em farmácias, o farmacêutico assume a responsabilidade de informar aos clientes/pacientes todos os procedimentos anteriores e posteriores a serem realizados, bem como informar sobre os resultados, independentemente de estarem dentro de padrões normais ou não. Deve também disponibilizar todo o apoio possível e, quando for necessário, encaminhar as pessoas para os serviços de referência.

Na farmácia comunitária, esse processo precisa estar bem definido e ser baseado numa constante troca de confiança e informações entre cliente/paciente e farmacêutico, pois esse aconselhamento deve criar condições para que se estabeleça uma interação satisfatória em que não apenas sejam oferecidas informações, mas que também seja contemplado um espaço onde os clientes/pacientes falem de suas dúvidas, dificuldades e necessidades.

Nas doenças sexualmente transmissíveis (DST), o aconselhamento deve seguir a mesma linha de informação, escuta, mas o respeito pelas crenças deve ter um cuidado adicional, afinal, ao realizar o teste específico, a questão está relacionada a estar ou não estar infectado pelo vírus HIV. Mais do que estar preparado para vender ou realizar um teste, será preciso que o farmacêutico esteja preparado também para encaminhar o paciente a um médico ou a um centro de saúde. Caso a doença seja confirmada, deve estar pronto para aconselhar o paciente, entendendo que ele pode estar despreparado ou não ter condições de assumir a doença. Ou ainda ter dificuldades para adotar atitudes que alterem seus hábitos ou mesmo não querer aderir à farmacoterapia proposta pelo médico. É preciso respeitar o direito individual à autonomia e ao livre consentimento para realização dos autotestes.

Comunicação Ascoferj

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