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icone de categorias Notícias icone de data de publicação 18 de novembro de 2010.

Anvisa quer limitar amostra grátis aos médicos

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Jornal da Manhã

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estuda maneira de limitar a distribuição de amostras grátis aos médicos, mas a indústria de produtos farmacêuticos diz que a propaganda é ética e legítima.

Segundo pesquisa da Anvisa, os gestores de saúde são influenciados por meio de propagandistas e brindes. Quase 70% dos médicos entrevistados pela agência afirmam considerar as informações das propagandas na hora da prescrição.

Além disso, o levantamento mostra que esse tipo de assédio rende frutos à indústria até mesmo no Sistema Único de Saúde. O estudo envolveu entrevistas com mais de 700 médicos, gestores e responsáveis pelas farmácias dos SUS de 15 capitais brasileiras.

A distribuição de brindes que divulgam o nome de um determinado remédio é a estratégia mais usada pela indústria. A prática contraria norma brasileira que permite a oferta de brindes desde que não veiculem propaganda de drogas. Em entrevista ao repórter Leandro Andrade, a gerente de fiscalização de propaganda da Anvisa, Maria José Delgado, revelou que a agência vai promover ações fiscais previstas na legislação

Nelson Mussolini, vice-presidente do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos do Estado de São Paulo (Sindusfarma), lembrou que a propaganda na mídia é proibida no país. Mussolini disse ainda que, por este motivo, o material promocional é a única forma de divulgar os
medicamentos para os profissionais da área de saúde.

A compra de medicamentos no SUS envolve comissões compostas também por outros profissionais, como secretários de finanças dos municípios. A procura pela rede pública acontece porque, quando faltam remédios no SUS, os pacientes são orientados pelos médicos a comprar fora.

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, reconheceu que os médicos do Sistema Único de Saúde também são assediados pela indústria farmacêutica. Temporão esclareceu ainda que a pasta tenta equilibrar a situação com atualização dos protocolos clínicos e capacitação e formação médica.


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