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icone de categorias Notícias icone de data de publicação 11 de abril de 2014.

Brasil Pharma fecha 40 farmácias em 2013

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A rede Brasil Pharma informou na quinta-feira, 10 de abril, em teleconferência com analistas, ter fechado 40 farmácias no ano passado, sendo 13 unidades apenas no quarto trimestre. De acordo com o ex-presidente da companhia, André Sá – que acaba de ser substituído por José Ricardo Mendes da Silva -, a operação do Sul do país é a “mais desafiadora”. “Nosso foco hoje é gerar caixa e estabilizar companhia”, disse Mendes da Silva. “Não estamos preocupados em capturar sinergias administrativas, mas capturar sinergias operacionais.” Dificuldades De acordo com o novo presidente, a Brasil Pharma – criada em 2009, após a aquisição da Farmais pelo BTG – não tem problemas financeiros, mas operacionais. São problemas de sistemas que geram os atrasos de pagamentos, segundo ele. A empresa informou em relatório de resultados que houve congelamento de pagamentos a fornecedores no período de implantação do sistema SAP em algumas operações. Na teleconferência, a empresa admitiu que cometeu erros no processo de implementação de mudanças na companhia, em fase de integração de negócios comprados, e isso levou a dificuldades operacionais. Essas dificuldades passam pelo aumento forte de estoques, o que acabou afetando rentabilidade do negócio no quarto trimestre. Segundo a Brasil Pharma, iniciativas estão sendo tomadas, como dar descontos nas lojas para ampliar o volume vendido e reduzir o estoque, que chegaram a superar 100 dias, como antecipou o Valor em matéria nesta semana. Debêntures Quando lança debêntures, a empresa se compromete com os investidores a seguir alguns "covenants" – ou seja, assume o compromisso de atingir certos indicadores financeiros, costumeiramente atrelados a índices de endividamento. Desde o terceiro trimestre do ano passado, a Brasil Pharma começou a mostrar sinais de que poderia descumprir os "covenants", apurou o Valor. Normalmente, os investidores podem, numa situação como essa, pedir o resgate antecipado dos papéis. Para não "bater os covenants" – ou não deixar de atender as cláusulas combinadas com os investidores -, a empresa optou por descontar antecipadamente recebíveis em poder dos bancos. As empresas com receitas decorrentes de vendas a prazo repassam esses recebíveis aos bancos e podem pedir para receber os recursos de uma vez, em vez de mensalmente. Importante ressaltar que investidores podem pedir antecipação de resgates das debenturês apenas se a empresa descumprir cláusulas por dois trimestres seguidos ou três trimestres intercalados. Mendes da Silva disse que, com o descumprimento de cláusula restritiva dos acordos com debenturistas no quarto trimestre, o foco neste momento é equacionar a estrutura de capital. “Tivemos duas reuniões do conselho de administração sobre isso e ainda não tomamos uma decisão sobre o que será feito nesse sentido, mas deveremos informar o mercado nos próximos dias”, disse ele. Questionado pelos analistas sobre a hipótese de um aumento de capital nas próximas semanas, Silva não descartou a hipótese, mas evitou detalhar quais as opções que estão hoje na mesa.   Fonte: Valor Econômico  


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