CFF libera dados do rastreamento de diabetes no Brasil

Pessoa realizando teste de diabetes em paciente
Foto: Humberto Teski
Pessoa realizando teste de diabetes em paciente
Foto: Humberto Teski

O Conselho Federal de Farmácia (CFF) liberou, na última quarta-feira (24/04), durante Reunião Plenária, em Brasília, os resultados do Rastreamento de Casos Suspeitos de Diabetes Mellitus, levantados durante o mês de novembro do ano passado, quando se comemorou o Novembro Azul.

A pesquisa, realizada entre 14 de novembro e 12 de dezembro, foi uma parceria entre o CFF e a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), e ocorreu em todos os estados do País. As pessoas que participaram, na faixa etária de 20 a 79 anos, foram submetidas a testes de glicemia capilar; medição de circunferência abdominal, peso e altura; e avaliação de risco de desenvolvimento de diabetes por meio do Finnish Diabetes Risk Score (Findrisc).

Os resultados apontaram que 22,6% dos participantes que nunca haviam feito um diagnóstico apresentam alto risco de desenvolver diabetes mellitus (um em cada três brasileiros) ou muito alto (um brasileiro em cada dois) nos próximos dez anos. Os fatores de risco mais comuns foram sedentarismo (68%), não ingestão de verduras e frutas todos os dias (43%) e histórico familiar (37%).

Veja também: Diabetes vai crescer 48% em todo o mundo até 2045

Além disso, ficou evidenciada uma prevalência de 18,4% de glicemia elevada na população pesquisada, equivalente a 17.580 pessoas em todo o Brasil. Esse valor indica que um em cada cinco brasileiros sem diagnóstico prévio pode ter diabetes mellitus.

Cerca de mil farmacêuticos se dividiram para atender os pacientes em estabelecimentos privados (77,84%) e públicos (22,16%) em 345 municípios. Pôde-se perceber o predomínio do público feminino, que correspondeu a 60%, e de pessoas com menos de 45 anos, equivalentes a 48% do total.

Resultados ajudarão no combate à diabetes

O presidente do CFF, Walter da Silva Jorge João, acredita que esses resultados são muito importantes para a saúde pública e são fundamentais para criar ações efetivas de prevenção e controle da diabetes no Brasil. “Nossos próximos passos serão apresentar esses dados aos diferentes gestores de saúde do País, para que essas informações levantadas se revertam em medidas que possam de fato beneficiar a população”, explica João.

A presidente da SBD, Hermelinda Pedrosa, explicou que as estatísticas descobertas mostram uma desigualdade social. “O Brasil é um país rico, mas desigual, inclusive a gente vê que, metabolicamente, isso também ocorre. Os dados mostram claramente um pior controle no Norte e Nordeste. A gente precisa educar, apoiar e transformar a vida dessas pessoas como profissionais de saúde”.

Você pode acessar o resultado completo da pesquisa clicando aqui.

Fonte: Revista da Farmácia

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