Consciência sanitária

Reduza as ameaças sendo vigilante em relação às condições que podem comprometer a empresa perante o fiscal.
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Revista da Farmácia – ed. 195:

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Betânia Alhan, farmacêutica e especialista em Assuntos Regulatórios.

Todo fim de ano, farmácias e drogarias fazem o balanço do período que será encerrado e projetam o ano seguinte. É o momento de concentrar as atenções em identificar de onde, possivelmente, virão as ameaças, onde haverá oportunidades e quais serão os processos que adotarão para colocar a empresa no caminho do lucro e minimizar os impactos externos.

Em geral, a presença do fiscal na loja é considerada a principal ameaça sanitária. Ele é o terrível fantasma que assombra farmacêuticos, gerentes e proprietários, que, na maioria das vezes, não analisam o motivo dessa relação tão conflituosa, deixando de buscar as ferramentas para reverter essa situação de instabilidade.

Proponho aqui um desafio para o ano novo: a disseminação da consciência sanitária. Vamos deixar claro que o sucesso da fiscalização depende de que cada membro da equipe seja vigilante em relação às ações que podem vir a comprometer a empresa, gerando, consequentemente, multas e interdições.

Atitudes simples, tais como manter: os cuidados de higiene pessoal; guardar todo o material de uso pessoal (talheres, copos, potes, roupas e calçados) dentro do armário fechado com cadeado; não deixar alimentos na geladeira de medicamentos; manter o ambiente de trabalho, banheiros e refeitório limpos; não deixar medicamentos, material de higiene e perfumaria em contato com o chão ou encostados à parede; verificar a validade dos produtos com frequência; deixar os alimentos separados dos demais produtos; deixar as prateleiras limpas; organizar o estoque; segregar os vencidos longe dos produtos que serão vendidos; e guardar todo o material de limpeza (vassouras, rodo, escovas, panos e dergemantes) em local específico, são ações individuais que impactam positivamente sobre o funcionamento do estabelecimento. Nunca é demais lembrar que as pessoas não podem simplesmente deixar de fazer sua lição de casa. Se cada um fizer a sua parte, estará blindando a empresa contra as penalidades sanitárias.

A equipe é a “alma” do negócio. O maior desafio para os líderes hoje, após formarem as equipes, consiste em manter a força de coesão entre eles por um longo tempo. Saber trabalhar em equipe é algo que não depende do faturamento, do número de funcionários, da abrangência de mercado ou da importância de produtos ou serviços. Com o time certo, envolvido, capacitado, incentivado, treinado e com uma comunicação adequada, é possível atingir o resultado esperado para garantir uma fiscalização sanitária tranquila e sem contratempos.

Trabalhar em um estabelecimento de saúde é ter compromisso com a qualidade dos produtos comercializados, cujo objetivo é manter, melhorar e salvar vidas de clientes/pacientes que fazem uso de medicamento, material de higiene e cosméticos.

A conscientização e participação da equipe para conservar a área de venda e o interior da loja dentro das condições sanitárias satisfatórias são o diferencial que garante a segurança dos produtos e deixa a farmácia pronta, todos os dias, para ser fiscalizada.

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