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icone de categorias Notícias icone de data de publicação 9 de maio de 2016.

Contagem regressiva para os Jogos Olímpicos

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Revista da Farmácia (ed. 192):

olimpiadas

O Rio de Janeiro está a poucas semanas de receber o maior evento esportivo do mundo: as Olimpíadas, marcadas para agosto deste ano. Para se ter uma ideia, em termos de logística, o acontecimento é comparado nada mais, nada menos às guerras mundiais. Isso porque a cidade precisa estar altamente preparada para receber milhões de turistas e passar por mudanças que possibilitem a realização de todas as competições esportivas.

Serão 206 países envolvidos, 11 mil atletas, 60 mil voluntários, 32 instalações esportivas, 665 rodadas de competições e 60 mil jornalistas cobrindo o evento, sem contar os mais de 350 mil turistas estrangeiros que são esperados na cidade tanto para os Jogos Olímpicos como Paralímpicos, que acontecerão logo em seguida, no mês de setembro.

Em 2010, a rede hoteleira tinha cerca de 10 mil quartos de hotéis disponíveis para reservas. Hoje, esse número já ultrapassa 43 mil, ou seja, quadriplicou por causa do evento, que promete mobilizar a cidade como um todo. Para dar conta do recado, o Rio vem passando por muitas mudanças físicas e estruturais. A cidade é um canteiro de obras.

A Prefeitura, por exemplo, adotou medidas que irão favorecer a mobilidade urbana. “As férias escolares foram transferidas para o mês de agosto tanto na rede pública quanto privada, respeitando as normas do Ministério da Educação (MEC). O novo período de recesso vale também para as faculdades”, destaca o diretor de Operações para os Jogos 2016, da Empresa Olímpica Municipal, Leonardo Maciel.

O diretor lista algumas medidas já tomadas para facilitar as Olimpíadas na cidade, como dois feriados que estão confirmados para agosto, nos dias 5 e 18; redução no número de vagas em estacionamentos públicos; e mudança nos horários de serviço para carga e descarga, que estará proibido no período diurno e autorizado entre 21h e 6h. “Algumas dessas mudanças serão aplicadas, gradativamente, a partir de 1º de julho. A oportunidade é ótima e grande parte dos desafios está nas mãos dos cidadãos”, afirma o diretor.

No caso de farmácias e drogarias, o conselho é para que façam um planejamento logístico no que se refere ao recebimento dos produtos no ponto de venda, para que não haja ruptura nas prateleiras. “Os empresários precisam ficar atentos às alterações que irão acontecer na cidade e fazer um estoque dos medicamentos mais vendidos para que se beneficiem das oportunidades de venda”, analisa.

De acordo com Maciel, todas as mudanças em curso serão informadas à população por meio dos veículos de comunicação. “A sociedade deve olhar as Olimpíadas com uma essência positiva, pois será um acontecimento excelente para a cidade e também para o comércio em geral”, completa o diretor de Operações dos Jogos.

O presidente do Clube dos Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDL Rio) e vice-presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ), Aldo Carlos de Moura Gonçalves, está reticente. Ele lembra que, infelizmente, na última Copa do Mundo, realizada no Brasil, em 2014, o comércio varejista do Rio de Janeiro teve uma queda no faturamento. “Esse foi um resultado que se deu pela falta de planejamento, mas espero que isso não aconteça desta vez”, pontua. Ele acredita que o comércio possa se beneficiar do megaevento, mas serão necessários a motivação da equipe e o estímulo à participação ativa de todos os funcionários durante as competições.

Na opinião do sócio diretor da Wolff Sports e Marketing, Fábio Wolff, o evento é de alto potencial e tem tudo para gerar bons resultados. “O momento é de crise no País. Por isso, sediar as Olimpíadas pode ser bom para a economia. No entanto, os empresários precisam saber tirar proveito disso e alavancar as vendas”, opina Wolff.

Os turistas, em geral, precisam consumir para atender a algumas necessidades. Por isso, é importante ter um olhar diferente para o estoque de produtos. Entre os mais vendidos, destacam-se itens para primeiros socorros, como álcool, algodão, antisséptico, atadura, compressas, protetores solares, produtos pós-exposição solar, repelentes, preservativos, lubrificantes e itens de higiene pessoal.

 

Prepare a farmácia

A farmácia está preparada para a demanda prevista durante as Olimpíadas? O estoque de produtos e medicamentos já foi repensado para evitar desabastecimento nas gôndolas? A equipe de funcionários está treinada para o atendimento? As respostas para essas perguntas parecem óbvias, mas, na prática, é diferente. O tempo de planejamento é escasso, mas nada impede que farmácias e drogarias se preparem para alcançar bons resultados.

A consultora especializada em merchandising e autora do livro Merchandising Farma – a farmácia do futuro, Regina Blessa, orienta os estabelecimentos a usarem recursos visuais para se comunicar com o turista, informando, por exemplo, que estão aptos a realizar o atendimento em outras línguas. “É válido colocar na entrada ou na vitrine um aviso visível com os dizeres ‘English spoken’ ou ‘Hablamos español’. Vale a pena também sinalizar com a bandeira do país respectivo para facilitar a entrada do estrangeiro na farmácia”, aconselha Regina, que também sugere contratar um balconista ou farmacêutico temporário que saiba falar inglês para facilitar o processo de compra e venda. A maioria dos turistas alemães, franceses, italianos e japoneses fala essa língua.

Outra questão a ser considerada pelos empresários do Canal Farma é que são poucos os produtos reconhecidos pelos estrangeiros devido aos nomes e às embalagens diferentes em cada país. “A comunicação correta evita a venda de medicamentos errados, o que pode ser um perigo para o turista e até caso de polícia, que é a única entidade a que o estrangeiro pode recorrer”, alerta Regina.

Em relação ao estoque, a especialista adianta que os produtos mais procurados durante as Olimpíadas serão os repelentes e protetores solares. Em se tratando de medicamentos, serão aqueles contra efeitos de álcool, picadas de insetos, diarreia e má digestão. “Se a sua farmácia estiver próxima de estádios ou hotéis, priorize as marcas mundialmente conhecidas e controle a reposição conforme as vendas”, reforça Regina.

Os empresários cujas farmácias estão em pontos onde serão realizadas as competições poderão aproveitar a demanda para atrair mais consumidores. “Eles devem fazer promoções, oferecer brindes ou descontos e buscar relacionar as vendas com as atividades esportivas e turísticas”, ensina Gonçalves, do CDL Rio.

A Farmácia do Leme é um exemplo de local privilegiado. Ela está localizada num ponto turístico e próxima a hotéis que recebem muitos turistas. “Estamos com excelentes perspectivas para as Olimpíadas e esperamos um grande número de estrangeiros. Acredito, com isso, que as vendas vão crescer no período. Durante a Copa do Mundo, tivemos o melhor e maior movimento de todo o ano. As Olimpíadas, por sua vez, são um evento muito maior”, conta o vice-presidente da Ascoferj e empresário, Ricardo Valdetaro.

Para atendimento ao público, a Farmácia do Leme já tem um funcionário que fala inglês, e o restante da equipe está sendo treinada para utilizar programas de tradução no computador. “No que se refere aos itens mais vendidos, acredito que os protetores solares vão liderar a lista, seguidos de produtos para higiene pessoal, medicamentos para desarranjo intestinal e desidratação, água mineral e refrigerante”, analisa o empresário.

Vale o alerta de que as empresas não poderão usar marcas, símbolos, expressões e designações das Olimpíadas se não forem patrocinadoras do evento.

 

Dicas da farmacêutica e consultora Ana Lucia Caldas

– Esteja devidamente vestido com o jaleco e identificado como farmacêutico.

– Aprenda o básico do idioma inglês.

– Atualize-se sobre os principais medicamentos comprados por estrangeiros no Brasil.

– Saiba verificar a gravidade dos sintomas e, quando necessário, encaminhar para atendimento médico.

– Oriente sempre sobre a necessidade de se usar repelentes, pois há uma epidemia de dengue e zika no Rio de Janeiro.

– Esteja com a aparência física impecável, mantendo os cabelos arrumados e as unhas limpas.

Fonte: Ana Caldas, farmacêutica

 

Comunicação Ascoferj

 

 



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