DF permite que farmácias virem lojas de conveniência

Bom Dia Brasil

Agência Nacional de Vigilância Sanitária não gostou nada dessa novidade. A lei do Distrito Federal permite que as farmácias passem a funcionar como lojas de conveniência. Ministério da Saúde teme que a novidade coloque em risco a saúde das pessoas.

Elas já têm um pouco de tudo: maquiagem, sabonete, pilha, mel e até relógio esportivo. Lá no fundo, tem remédio também. Agora, uma lei permite que as farmácias e drogarias do Distrito Federal funcionem como lojas de conveniência, para vender todo tipo de produto.

“Acho que é bom porque na correria do dia a dia, elas têm o fácil acesso de entrar na farmácia e já ter tudo”, elogia a estudante Larissa Souza.
A lei permite a venda de cartão telefônico, carregador de bateria, produtos eletrônicos como secadores de cabelo, brinquedos, bebidas não-alcóolicas, pães e até sorvete. Elas também poderão ter máquinas copiadoras.

Nesse novo modelo de farmácia, o consumidor ainda poderá pagar contas de água, luz e telefone. Algumas já têm caixas eletrônicos.
“É uma facilidade a mais para os clientes, principalmente nos finais de semana”, diz a contadora Marli Mazepas.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é contra a lei. Defende que farmácias e drogarias vendam só remédios e produtos para promover a saúde. A Anvisa teme que o comércio de bebidas e alimentos atraia ratos e insetos para dentro das farmácias, o que cria o risco de contaminação dos remédios.
Para alguns consumidores, essa abertura pode ser perigosa.
“Acho ruim porque a partir de determinado ponto teremos supermercado vendendo medicamento também”, defende o servidor público Gilson Selicano.

“Não entendo como misturar bebidas com medicamentos, contas”, questiona a funcionária pública Meire Rodrigues.

O presidente do Sindicato das Farmácias do Distrito Federal, Felipe de Faria, não vê problema em diversificar a venda de produtos. Ele diz que a lei exige que os artigos de conveniência fiquem em balcões separados dos medicamentos.
“Essa conveniência vai dar o conforto e a tranquilidade para que o consumidor possa optar. Estar dentro da farmácia, pagar uma conta de energia, um boleto bancário ou fazer qualquer tipo de transação bancária que tenha que efetuar algum tipo de pagamento”, afirma Felipe de Faria.

O Conselho Regional de Farmácia do Distrito Federal recorreu ao Ministério Público. Segundo o conselho, a nova lei é inconstitucional.

Foto de Ascoferj
Ascoferj
A Associação do Comércio Farmacêutico do Estado do Rio de Janeiro (Ascoferj) é uma entidade sem fins lucrativos que atua para defender e preservar os interesses do varejo farmacêutico. No quadro de associados, há farmácias e drogarias independentes, redes de pequeno, médio e grande porte, empresas ligadas ao associativismo e distribuidores de medicamentos e perfumaria. Os associados têm uma série de benefícios e serviços, como assessoria jurídica, cursos de capacitação, consultoria em assuntos regulatórios, descontos e vantagens com parceiros, entre outros. Além disso, a tranquilidade de saber que não se está sozinho, que há com quem contar, principalmente nos momentos de crise. A Ascoferj também atua fortemente junto ao poder público, estreitando relações com o Governo do Estado, prefeituras, deputados, vereadores, secretarias públicas e órgãos reguladores.
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