Drogarias: redes de rua prevalecem

Jornal do Comércio

O forte crescimento recente do negócio de drogarias no Brasil fez com que o segmento passasse a ocupar os holofotes não só das tradicionais redes do setor, mas de grandes varejistas e, ainda, de bancos. O aumento de emprego e renda, aliado ao envelhecimento da população, fez com que as farmácias atraíssem olhares de interessados em obter uma fatia do setor que, em 2009, movimentou R$ 30 bilhões, montante considerado recorde.

No final de julho, a BR Pharma, holding de farmácias do banco BTG Pactual, adquiriu 50% da rede Rosário Distratal, com faturamento de R$ 400 milhões e 80 lojas no Distrito Federal e em Goiânia.

Do lado do varejo, a abertura de drogarias junto a supermercados se transformou em um novo nicho de negócio. Hoje, Grupo Pão de Açúcar, Carrefour e Walmart dificilmente planejam uma nova loja sem considerar uma área para drogarias. "O momento é favorável e todo mundo quer tirar proveito", disse o analista Ricardo Boiati, do Bradesco, lembrando que, no Brasil, cerca de 97% das vendas de medicamentos saem do dinheiro do bolso para a população.

Embora ocupe a terceira colocação em termos de faturamento no setor supermercadista brasileiro, o Walmart é líder em número de drogarias no interior de suas lojas. O grupo norte-americano planeja encerrar 2010 com aumento de 50% no número de farmácias no Brasil. As 100 novas unidades, chegando a 300, fazem parte do investimento de R$ 2 bilhões programado para o País.

Mais unidades

O Grupo Pão de Açúcar possui 151 drogarias e planeja 20 aberturas este ano, que se somarão às 16 unidades já inauguradas este ano. "A orientação estratégica do Pão de Açúcar está na atuação multicanal e em diversos formatos de negócio, e podemos dizer que o grupo vem estudando diversas oportunidades de mercado também no segmento de drogarias", afirmou o gerente de drogarias da maior varejista do País, Eduardo Adrião.

O Carrefour, por sua vez, conta com 145 drogarias e deve inaugurar outras 20 até o final do ano. O investimento, segundo a varejista francesa, será de R$ 300 mil para cada nova unidade, totalizando R$ 6 milhões. Outros R$ 6 milhões serão destinados à reforma de lojas existentes.

"Dentro dos novos negócios do varejo, farmácia é o combustível", comentou o presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Sussumu Honda. Ele lembra que, antes de adotar bandeiras próprias, as redes varejistas já alugavam espaços dentro das lojas para drogarias terceirizadas.

Em linhas gerais, o conceito de conveniência é a principal característica que diferencia a localização de uma drogaria no interior de um supermercado. Por outro lado, no âmbito financeiro, a representatividade desse negócio ainda é fraca.

Conforme estimativa do analista do Bradesco, a comercialização de medicamentos responde por menos de 1% das vendas globais das redes varejistas.

Menos entusiasta do movimento visto entre os supermercados, o presidente da Associação Brasileira de Redes de Farmácia e Drogarias (Abrafarma), Sérgio Mena Barreto, afirmou que, embora o número de drogarias no interior dessas lojas tenha crescido, as vendas seguem com pouca relevância.

Segundo ele, os supermercados colaboram com 3% das vendas do setor no País, apenas um ponto percentual acima do volume de três anos atrás. "Não vejo (esse movimento) como ameaça às redes de rua, como aconteceu com os açougues. Por mais que supermercados cresçam, não será significativo", acredita Barreto. De acordo com a Abrafarma, existem 63 mil farmácias no País, sendo que apenas 663 estão instaladas em supermercados.

Foto de Ascoferj
Ascoferj
A Associação do Comércio Farmacêutico do Estado do Rio de Janeiro (Ascoferj) é uma entidade sem fins lucrativos que atua para defender e preservar os interesses do varejo farmacêutico. No quadro de associados, há farmácias e drogarias independentes, redes de pequeno, médio e grande porte, empresas ligadas ao associativismo e distribuidores de medicamentos e perfumaria. Os associados têm uma série de benefícios e serviços, como assessoria jurídica, cursos de capacitação, consultoria em assuntos regulatórios, descontos e vantagens com parceiros, entre outros. Além disso, a tranquilidade de saber que não se está sozinho, que há com quem contar, principalmente nos momentos de crise. A Ascoferj também atua fortemente junto ao poder público, estreitando relações com o Governo do Estado, prefeituras, deputados, vereadores, secretarias públicas e órgãos reguladores.
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