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icone de categorias Notícias icone de data de publicação 6 de outubro de 2016.

Educação continuada

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Revista da Farmácia (ed.194):

M. Assunção
Marcos Assumpção, Consultor em planejamento, gestão por processos e gerenciamento de projetos

A educação, após o período formal de escolarização, vinculada ou não ao trabalho, ou mesmo durante o período do trabalho, vem se tornando cada vez mais um evento normal e necessário, constituindo-se no que se convencionou chamar de educação continuada. Ela não mais termina quando o indivíduo se forma na escola tradicional. Na antiga economia, a vida era dividida em dois períodos: aquele em que ele ia para a escola e o posterior à sua formatura, em que ele começava a trabalhar. Atualmente, espera-se que os trabalhadores construam sua base de conhecimento ao longo da vida.

As mudanças da nova economia fazem com que os trabalhadores tenham que se atualizar profissionalmente a cada nova onda de transformações, quer sejam tecnológicas, quer sejam estruturais ou de práticas de trabalho. No segmento de comércio farmacêutico, ainda temos fortemente os aspectos regulatórios, que carecem de constantes atualizações. Sem contar que alguns profissionais mal conhecem o que já deveriam conhecer, ou seja, em vez de dúvidas, têm dívidas de conhecimento e aprendizado no tema.

A educação permanente ou continuada é a expressão de uma tendência fundamental das sociedades modernas. Seus princípios residem na visão do homem como um processo em andamento, em constante movimento de adaptação à mudança provocada pela técnica, pelas ciências e pelo trabalho. Assim, educação é uma experiência consciente ou inconsciente exercida ou experimentada de forma constante durante toda a existência do indivíduo, onde quer que ele esteja e com quem quer que ele conviva, independentemente da atividade que exerça.

Porém, sob o ponto de vista institucional, seja na escola, seja na empresa, a educação deixou de ser experimentada somente em uma parte da vida, que poderíamos chamar do tempo de aprender em contraponto ao tempo de trabalhar. Hoje, as mudanças nos impõem a necessidade de conviver de forma intensa e institucionalizada com a educação durante toda a vida.

Essas mudanças, que devem ser acompanhadas pela empresa, trazem consigo a necessidade constante e cada vez mais acelerada da implantação de esforços de capacitação de colaboradores. Em muitos casos, eles mesmos, segundo iniciativas próprias, buscam um processo de formação continuada, seja para completar estudos interrompidos, promover aprofundamento em determinadas áreas do saber ou adequação às mudanças no mundo ou próprio ambiente de trabalho, como iniciativas que são buscadas junto às escolas ou entidades de educação formal ou junto às empresas ou consultorias.

Dessa forma, novas competências exigidas pelo mercado de trabalho, tais como aprender a aprender, comunicação e colaboração, conhecimento tecnológico, raciocínio criativo e resolução de problemas, conhecimento de negócios globais e desenvolvimento de lideranças e autogerenciamento da carreira, fazem com que o trabalhador desta nova economia seja um eterno aprendiz, retornando à escola tradicional ou em busca de cursos de especialização, aperfeiçoamento e atualização profissional, com treinamento no próprio local de trabalho ou como autodidata.

O empresário da pequena empresa, em geral, tem dificuldades de se organizar para buscar atualização profissional. Contudo, é fundamental que consiga tempo, seja para participar de treinamento presencial, seja para fazer cursos a distância, uma modalidade que vem crescendo em diversos níveis de educação, tanto formal como no âmbito da educação continuada profissional.

Comunicação Ascoferj



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