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icone de categorias Notícias icone de data de publicação 22 de abril de 2014.

Eli Lilly busca liderança em diabetes em cinco anos

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"Nossa meta é oferecer um portfólio para diabetes que deve abranger todos os segmentos de tratamentos injetáveis e orais", diz Julio Gay-Ger, da Eli Lilly. Os mercados de diabetes e de saúde do homem são as grandes apostas da americana Eli Lilly para crescer no Brasil. Com lançamentos programados para este ano e o próximo, a meta da companhia é, em cinco anos, ser líder em diabetes no país. Na saúde masculina, a empresa aposta em seus produtos maduros, além de trazer novos tratamentos. "Temos uma presença importante no Brasil. Nossa meta é oferecer um portfólio para diabetes que deve abranger todos os segmentos de tratamentos injetáveis e orais", afirmou ao Valor, Julio Gay-Ger, presidente da Eli Lilly no Brasil. Hoje, a multinacional tem três moléculas no setor em processo de aprovação regulatória nos EUA, que devem ser submetidas à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ainda neste ano. Entre os lançamentos estão a empagliflozina (tratamento oral) e as insulinas análogas basais, que fazem parte de uma parceria com o laboratório alemão Boehringer Ingelheim firmada em 2011, justamente com a intenção de desenvolver um portfólio mais amplo de medicamentos contra a doença. Os novos medicamentos buscam aumentar a eficácia e, principalmente, melhorar a adesão ao tratamento, já que os pacientes de diabetes têm que controlar a doença permanentemente. Neste sentido, a terceira molécula a ser lançada, a dulaglutida, é injetável e permite sua utilização somente uma vez por semana, ao invés do controle diário. O investimento nesta área se justifica pelo tamanho e o potencial deste mercado. Segundo dados da consultoria IMS Health, o mercado total de insulinas brasileiro somou R$ 1,3 bilhão no ano passado. Hoje, a Lilly já atua em três segmentos do tratamento de diabetes no país: as insulinas análogas ultrarrápidas, as pré-misturas e as insulinas humanas. Segundo Gay-Ger, a multinacional lidera hoje estes três segmentos. E o mercado deve crescer. O número de diabéticos no Brasil no ano passado era de 11,9 milhões. Segundo a Federação Internacional de Diabetes (IDF), até 2035, a expectativa é que esse número chegue a 19,2 milhões. "A grande questão é que o controle da doença é difícil e hoje as pessoas ainda não conseguem se tratar bem. Por isso, os tratamentos com novos mecanismos de ação", explicou o executivo. No outro setor em que a multinacional centra suas atenções – a saúde masculina – a Lilly deve viver um momento complicado no ano que vem, quando o Cialis, seu medicamento para disfunção erétil, vai perder a patente. Hoje, com 24% do mercado, segundo o IMS, o medicamento está na liderança (superou o Viagra, da Pfizer, em 2007), mas deve perder participação com a entrada dos genéricos, competindo com preços muito mais baixos. Mesmo assim, Gay-Ger afirma que não está nos planos da Lilly reduzir o preço do medicamento a partir da perda da patente. A ideia da companhia é continuar investindo no produto. "Para este ano, espera-se uma queda nas vendas da empresa. Mas para 2015, espera-se um crescimento expressivo. Esta é nossa estratégia: seguir apostando em inovação para compensar as perdas de patentes", disse o executivo. No ano passado, a multinacional lançou o Axeron, um tratamento para reposição do hormônio testosterona, com aplicação não-injetável. Globalmente, a Eli Lilly faturou US$ 23 bilhões em 2013. No Brasil, a empresa não abre seus números.   Fonte: Valor Econômico


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