Em casa, remédios são vilões

Gazeta do povo

O Hospital Pequeno Príncipe atendeu 113 crianças ano passado vítimas de intoxicação por medicamentos. É praticamente uma a cada três dias. Destas, 11 se intoxicaram com tranquilizantes de uso controlado. Para conscientizar os pais sobre esse perigo o hospital se uniu ao Conselho Regional de Farmácia e aos cursos universitários de Farmácia da capital. Hoje, em comemoração ao Dia Nacional do Uso Racional de Medicamentos, eles realizarão uma campanha.

O alerta sobre o perigo dos medicamentos em casas com crianças também vem do Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox). Dados de 2006, os mais recentes, mostram que quase um terço das pessoas intoxicadas são crianças e os remédios são os grandes vilões. No mesmo ano, quase 20 crianças e adolescentes morreram pela ingestão acidental dessas substâncias. Especialistas revelam que há duas formas principais de intoxicação. Na primeira, a criança ingere o medicamento espontaneamente por acidente, pensando que são balas, por exemplo. Na segunda, os pais são os responsáveis pela superdosagem.

Farmacêutico pode ajudar na prevenção

Médicos e pais têm papel importante para evitar intoxicação nas crianças, mas há outro profissional que pode ajudar: o farmacêutico. Jackson Rapkiewicz, do Conselho Regional de Farmácia, afirma que o farmacêutico deve estar atento às receitas e indicar o uso corretamente. “O farmacêutico é tão responsável pelo mau uso de medicamentos quanto o médico. Por isso em todas as farmácias deve haver um.” Ele argumenta que é por isso que no Paraná não existem farmácias “self-service” como em outros estados. Aqui os remédios ficam só atrás do balcão. “O farmacêutico é o último profissional da saúde que passa pela família antes de uma possível ingestão ou dose equivocadas, tem de estar atento.”

Cuidados

Armazenamento

– Mantenha todos os produtos tóxicos em local seguro e trancado, fora do alcance das mãos e dos olhos das crianças, de modo a não despertar sua curiosidade.

– Descarte remédios vencidos; não guarde restos de medicamentos; despeje o conteúdo no vaso sanitário ou na pia e lave a embalagem antes de descartá-la; nunca coloque a embalagem com o seu conteúdo na lixeira.

Uso

– Nunca deixe de ler o rótulo ou a bula antes de usar qualquer medicamento. Se não entender, pergunte ao seu médico.

– Não dê remédio no escuro para que não haja trocas perigosas.

– Não os utilize sem orientação médica.

– Mantenha-os nas embalagens originais.

– Cuidado com remédios de uso infantil e de adulto com embalagens muito parecidas; erros de identificação podem causar intoxicações graves e, às vezes, fatais.

– Nunca use medicamentos com prazo de validade vencida.

Carmem Lúcia Andrade viveu momentos de pânico há um mês, quando foi chamada pelos professores da creche de seu filho Ricardo, 5 anos. Ela recebeu um telefonema urgente e ao chegar à escola se deparou com o filho desacordado. Ele havia tido uma convulsão após tomar quase o triplo da dose indicada de um medicamento para controlar a hiperatividade. Estava dormindo desde as 8 horas da manh&ati

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Ascoferj
A Associação do Comércio Farmacêutico do Estado do Rio de Janeiro (Ascoferj) é uma entidade sem fins lucrativos que atua para defender e preservar os interesses do varejo farmacêutico. No quadro de associados, há farmácias e drogarias independentes, redes de pequeno, médio e grande porte, empresas ligadas ao associativismo e distribuidores de medicamentos e perfumaria. Os associados têm uma série de benefícios e serviços, como assessoria jurídica, cursos de capacitação, consultoria em assuntos regulatórios, descontos e vantagens com parceiros, entre outros. Além disso, a tranquilidade de saber que não se está sozinho, que há com quem contar, principalmente nos momentos de crise. A Ascoferj também atua fortemente junto ao poder público, estreitando relações com o Governo do Estado, prefeituras, deputados, vereadores, secretarias públicas e órgãos reguladores.
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