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icone de categorias Notícias icone de data de publicação 12 de março de 2012.

Estudo da Unifesp aponta eficácia de antifúngico no tratamento de Epilepsia

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Unifesp

Em pesquisa pioneira no mundo, pesquisadores observaram que o Clotrimazol protegeu os neurônios (células nervosas) após crises epilépticas.
Um estudo realizado pela Disciplina de Neurologia Experimental da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (EPM/Unifesp) demonstrou que o Clotrimazol, substância antifúngica utilizada no tratamento de candidíases e micoses, funcionou como agente protetor de células nervosas que, se lesadas, provocam epilepsia.

Atualmente, estima-se que 60 milhões de pessoas no mundo têm epilepsia e que aproximadamente 80% destes indivíduos vivem em países em desenvolvimento. No Brasil, aproximadamente 2% da população tem epilepsia.

Estudos prévios demonstraram que o Clotrimazol é capaz de interferir no processo de entrada de cálcio nos neurônios. Nas epilepsias, um dos principais mecanismos capazes de lesar neurônios em crises epilépticas é o excesso de cálcio nas células nervosas.

Os pesquisadores aplicaram Pilocarpina, um alcalóide capaz de induzir status epilepticus, que são crises epilépticas duradouras e que não mostram sinais clínicos de interrupção, em oito ratos de laboratório, dos quais quatro receberam a substância pura e outros quatro a receberam associada ao Clotrimazol.
Os ratos foram acompanhados durante 15 dias, sendo que metade continuou recebendo uma dose diária do antifúngico e a outra metade recebia somente doses de soro fisiológico.

Após 60 dias, verificou-se que os ratos que receberam Clotrimazol tiveram menor perda de células nervosas quando comparado aos que receberam somente solução fisiológica.

De acordo com Fulvio Alexandre Scorza, neurofisiologista e Professor da Disciplina de Neurologia Experimental da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo – EPM/Unifesp e responsável pela pesquisa, a proteção dos neurônios pelo antifúngico sugere que esta pode ser uma alternativa futura no tratamento das epilepsias. “Esse é o primeiro trabalho no mundo que mostrou esse efeito e obviamente, abre enormes perspectivas para futuras pesquisas e, quem sabe, para uma nova proposta terapêutica”, afirma o pesquisador.


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