Farmácias aceleram expansão, de olho na bolsa

Valor Econômico

As quatro grandes redes de drogarias do país, Pague Menos, Drogasil, Drogaria São Paulo e Droga Raia, vão acelerar a expansão neste ano. Cada uma delas prevê abrir 40 lojas pelo menos, o que será um número recorde de inaugurações no varejo farmacêutico. Tanto a Pague Menos como a Drogaria São Paulo e a Droga Raia avaliam que este é um bom ano para engordar suas receitas para, então, lançar ações na Bovespa em 2011 ou 2012.

Das cinco grandes cadeias de farmácias, só a Drogasil é listada na bolsa. E o bom desempenho dos seus papéis encoraja os concorrentes. Nos últimos 12 meses, as ações da companhia valorizaram 226,8%, enquanto a cesta do Ibovespa avançou 89,4%.

A euforia entre os empresários do varejo farmacêutico deve-se, basicamente, a dois fatores. Com o aumento da renda da população, o consumo de remédios e produtos de higiene e beleza crescem a taxas de dois dígitos, acima de outros segmentos. E as grandes cadeias conseguiram ganhar mercado das pequenas drogarias – com a nota fiscal eletrônica e o regime de substituição tributária em São Paulo, o grau de sonegação de impostos diminuiu nos últimos dois anos, o que tirou a vantagem das farmácias que escapavam do fisco.

A expansão do varejo de artigos farmacêuticos, médicos e de perfumaria foi de 11,8% em 2009, segundo o IBGE, enquanto o comércio de forma geral cresceu 5,9%.

As quatro grandes redes de farmácias cresceram ainda mais que o mercado, com uma expansão superior a 20% em 2009, e a previsão é de que, em 2010, esse forte ritmo seja mantido. Se confirmado esse cenário, as maiores cadeias de drogarias vão superar pela primeira vez na história a marca de R$ 2 bilhões de faturamento.

A Pague Menos, de Fortaleza (CE), faturou R$ 1,87 bilhão em 2009, 20% mais do que em 2008, e obteve uma geração de caixa (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização – lajida) em torno de R$ 102 milhões. Francisco Deusmar de Queirós, controlador da rede, projeta uma receita de R$ 2,2 bilhões neste ano, quando prevê alcançar a marca de 400 lojas. "Pensamos em abrir o capital, mas só em 2012", diz o empresário, que quer chegar, para isso, a uma geração de caixa em torno de R$ 120 milhões ao ano.

Gilberto Martins Ferreira, que assumiu a presidência executiva da Drogaria São Paulo em outubro, afirma que, além de inaugurar um recorde de 40 lojas em 2010, outras 30 unidades serão reformadas. As vendas da rede cresceram 21% em 2009, totalizando R$ 1,72 bilhão, e Ferreira prevê uma expansão de 20% pelo menos neste ano. O lançamento de uma drogaria on-line também está nos planos para 2010, mas, se confirmado, sairia no segundo semestre.

Sobre a abertura de capital, o presidente da São Paulo responde que "2010 ainda não é um ano para isso". "Mas vamos pensar no assunto em 2011". A rede já audita balanços há oito anos. Em 2009, segundo Ferreira, a margem líquida de lucro foi de 2,1% no braço operacional. "As margens no varejo farmacêutico são muito justas", diz Ferreira, para quem não será o avanço dos hipermercados no setor que vai tornar o mercado mais competitivo.

As vendas brutas da Drogasil cresceram 35%, totalizando R$ 1,79 bilhão em 2009. Para 2010, a varejista anunciou planos de abrir

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Ascoferj
A Associação do Comércio Farmacêutico do Estado do Rio de Janeiro (Ascoferj) é uma entidade sem fins lucrativos que atua para defender e preservar os interesses do varejo farmacêutico. No quadro de associados, há farmácias e drogarias independentes, redes de pequeno, médio e grande porte, empresas ligadas ao associativismo e distribuidores de medicamentos e perfumaria. Os associados têm uma série de benefícios e serviços, como assessoria jurídica, cursos de capacitação, consultoria em assuntos regulatórios, descontos e vantagens com parceiros, entre outros. Além disso, a tranquilidade de saber que não se está sozinho, que há com quem contar, principalmente nos momentos de crise. A Ascoferj também atua fortemente junto ao poder público, estreitando relações com o Governo do Estado, prefeituras, deputados, vereadores, secretarias públicas e órgãos reguladores.
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