Estudo do Instituto Febrafar de Pesquisa e Educação Corporativa (IFEPEC), com o apoio do Instituto Axxus e do Núcleo de Economia Industrial e da Tecnologia da Unicamp (NEIT/Unicamp), divulgado no primeiro semestre de 2026, mostra que 82,5% dos consumidores de farmácias precisam do auxílio de um atendente ou do(a) farmacêutico(a) no momento da compra.

Os dados revelam que os profissionais mediam a jornada de compra do público. Mesmo em relação aos produtos de livre acesso, o consumidor prefere interagir.
Interação do público sênior com o farmacêutico é baixa
O levantamento revela que a interação dos idosos com o(a) farmacêutico(a) para tirar dúvidas sobre medicamentos é baixa. Cerca de 52,8% dos entrevistados afirmam que não tiram dúvidas com os profissionais; 32% o fazem às vezes e 15,2%, sempre.
É recomendável que as farmácias desenvolvam estratégias de interação para compreender as necessidades e os desafios desse público, visando oferecer um atendimento de qualidade. Vale destacar que esse é um dos grupos que mais utiliza serviços de saúde e medicamentos, conforme análise da pesquisa.
Principais itens na cesta de compras dos consumidores
Também foram divulgadas as principais categorias mais compradas em farmácias e drogarias. Os medicamentos de referência estão presentes em 35,7% das cestas, seguidos pelos genéricos (32,1%), similares (30,6%) e não medicamentos (25%). Os números mostram a importância de a farmácia oferecer um sortimento diversificado para atender a todos os públicos.
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Em relação ao consumo de suplementos alimentares, cerca de 42,4% dos shoppers com mais de 60 anos afirmam consumir suplementação. Desse total, a maioria (70,2%) consome esses produtos com frequência, e as principais motivações relatadas são motivos de saúde (38,2%), bem-estar (29,5%) e recomendação médica (20,1%).
Mais da metade do público 60+ não utiliza o delivery da farmácia
Outro dado mostra que 71,1% dos consumidores com mais de 60 anos nunca utilizam o delivery da farmácia. Já 24,7% usufruem do serviço (20,9% às vezes e 3,8% sempre), enquanto 4,2% utilizam a entrega em domicílio de farmácias concorrentes.
Com essas informações, a farmácia pode conscientizar o consumidor, no momento da compra presencial, de que o estabelecimento conta com serviço de entrega, além de divulgar seus principais canais digitais.
Faixa etária e regiões dos entrevistados
Foram entrevistados mais de 4 mil consumidores de todo o Brasil, sendo cerca de 52% shoppers de farmácias mulheres e 48% homens. A faixa etária mais representativa é a de 41 a 60 anos, correspondendo a 38% do total, seguida pela de 26 a 40 anos, com 32%.
A maioria dos entrevistados está localizada na Região Sudeste, que representa 47,73%, seguida pelo Nordeste, com 19,84%, e pelo Sul, com 17,68%.
O estudo reforça que os estabelecimentos têm a oportunidade de melhorar o atendimento, principalmente na prestação de serviços, visando ganhar mais relevância junto ao consumidor e fortalecer seu papel como estabelecimento de saúde. Também fica evidente a importância de um mix diversificado para o faturamento das farmácias.
Fonte: IFEPEC/Febrafar


