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icone de categorias Notícias icone de data de publicação 23 de dezembro de 2014.

Janssen foca em inovação para crescer no país

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Braço farmacêutico da gigante Johnson & Johnson, a Janssen redirecionou sua estratégia global nos últimos anos e concentrou os esforços de pesquisa e desenvolvimento em cinco áreas terapêuticas, entre as quais oncologia, imunologia, doenças infecciosas e neurociência. O foco foi ajustado sob o lema de promover a "inovação de fato", o que se refletiu nos valores destinados pela farmacêutica às atividades de P&D. Somente em 2013, foram investidos U$ 5,81 bilhões para essa finalidade, ou o equivalente a 20,7% das vendas. As receitas globais da empresa responderam de maneira positiva e avançaram 12%, para US$ 28,1 bilhões no ano passado. Segundo balanço da Johnson & Johnson no terceiro trimestre, o ritmo de expansão da Janssen foi mais forte no intervalo, de 18,1%, para US$ 8,3 bilhões, marcando o 18º trimestre consecutivo de crescimento. "Estamos experimentando um forte ritmo de expansão, estimulada por inovação", disse ao Valor o presidente da Janssen Brasil, Luis Díaz-Rubio. Conforme o executivo, a operação no país, cujos dados financeiros não são divulgados, acompanha essa corrente mundial e, nos últimos três anos, lançou cinco medicamentos. Além disso, por meio de uma parceria inédita para a multinacional, vai transferir ao Brasil a tecnologia de produção de um medicamento utilizado no tratamento de doenças autoimunes, como artrite reumatoide, psoríase, e doença de Crohn, o infliximabe. Essa transferência se dará por meio de sua primeira PDP (sigla para Parceria de Desenvolvimento Produtivo), programa do governo federal que prevê o trabalho conjunto de laboratórios públicos e privados para produção de drogas consideradas estratégicas para o Sistema Único de Saúde (SUS). "Essa é uma parceria bastante singular, porque não há equivalente em nível mundial. E estamos avaliando continuamente alianças similares." Para 2015, contou Díaz-Rubio, a previsão da farmacêutica é a de lançar três medicamentos no Brasil, que está entre os dez maiores mercados da Janssen no mundo. "Vemos perspectivas muito boas no Brasil, mas queremos crescer com medicamentos inovadores." Diante do foco em inovação, a entrada no segmento de genéricos está descartada, acrescentou o executivo. "Os genéricos contribuem para que o mercado funcione e ajudam a sustentá-lo. É um ciclo virtuoso. Mas diferentes empresas ocupam diferentes segmentos." Sob análise da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Ibrutinibe, um dos próximos lançamentos, é um tratamento oral, de uso diário por pacientes adultos com leucemia linfoide crônica (LLC). O Simeprevir é usado em casos de hepatite C e, conforme a empresa, alcançou taxas de cura na terapia combinada de até 90% com 12 semanas de tratamento. Já aprovado pela Anvisa e com lançamento previsto para o início do ano, o Invokana (canagliflozina) é usado no tratamento de diabetes tipo 2, com administração oral. Com capacidade de produção de 40 milhões de unidades por ano no país – na América Latina, a Janssen conta com uma fábrica em São José dos Campos (SP) e outra no México -, a empresa define como principais desafios no país "continuar trabalhando junto com os sistemas públicos de saúde", para garantir o acesso da população a novas terapias, e ampliar o número de ensaios clínicos realizados. Conforme o presidente da Janssen Brasil, que está no grupo das cinco farmacêuticas que mais executaram estudos clínicos no país, com mais de 69 projetos entre 2013 e 2014, uma das propostas é trazer projetos iniciais de desenvolvimento para cá. "Temos muitas fases 3 no Brasil. Queremos trazer as fases anteriores", afirmou Díaz-Rubio. Em outra frente da estratégia global, a farmacêutica criou, no início deste ano, a área Janssen Global Public Health, com vistas ao desenvolvimento de medicamentos e vacinas para doenças infecciosas tropicais – uma droga usada no tratamento de tuberculose resistente e desenvolvida por esse grupo, por exemplo, chegará ao Brasil nos próximos meses. É exatamente esse grupo que está liderando as pesquisas mundiais para desenvolvimento de uma vacina contra o ebola. Em outubro, a Johnson & Johnson anunciou aporte de até US$ 200 milhões para acelerar a produção da vacina, que combina tecnologia da Janssen e da companhia de biotecnologia Bavarian Nordiv. A previsão é a de que 1 milhão de doses sejam produzidas já em 2015. Fonte: Valor Econômico


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