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icone de categorias Notícias icone de data de publicação 15 de junho de 2016.

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Businesswoman leading a business team and smiling

Revista da Farmácia (ed.192):

Businesswoman leading a business team and smiling

 

As relações entre empresários e farmacêuticos evoluíram muito nos últimos anos, mas ainda persistem alguns conflitos que precisam ser resolvidos para que o setor equilibre melhor os papéis de comércio e saúde. A harmonia entre os dois lados é fundamental para um trabalho de qualidade na farmácia e para o crescimento profissional tanto dos gestores quanto dos farmacêuticos.

“Existem profissionais que estão no varejo farmacêutico por falta de opção. Não gostam do que fazem e não pensam na possibilidade de desenvolver carreira, ganhar mais e crescer. Por outro lado, muitos empresários ainda veem o farmacêutico como mera demanda regulatória, por miopia estratégica de negócio e também por falta de capacidade de visão, inovação e gestão empreendedora”, avalia o diretor de Pesquisa do ICTQ, Marcus Vinicius de Andrade.

Estatísticas apontam que o varejo emprega 80% dos farmacêuticos. No entanto, 40% das farmácias e drogarias já são de propriedade de farmacêuticos, o que sinaliza uma tendência e uma mudança cultural no País. “Por isso, farmacêuticos e empresários precisam conhecer mais sobre seus respectivos papéis e potenciais a serem explorados dentro do negócio. É importante derrubar alguns preconceitos mútuos e quebrar paradigmas por iniciativa de ambas as partes e partir para um diálogo aberto, que vise ao crescimento e à saúde do negócio”, acrescenta Marcus Vinicius.

O artigo 10 da Lei Federal 13.021, de agosto de 2014, estabelece que o farmacêutico e o proprietário do estabelecimento deverão agir sempre solidariamente, realizando todos os esforços para promover o uso racional dos medicamentos. “As farmácias e drogarias são estabelecimentos prestadores de serviços de saúde, de interesse público, destinados a prestar a devida assistência farmacêutica. Por isso, a promoção da saúde deve ser um objetivo perseguido por farmacêuticos e empresários. A harmonia entre os dois atores é condição primordial para que os estabelecimentos atinjam caráter social significativo”, afirma o presidente do Conselho Federal de Farmácia (CFF), Walter da Silva Jorge João.

Os dois lados possuem direitos e deveres. O proprietário da farmácia, por exemplo, não pode desautorizar ou desconsiderar as orientações técnicas emitidas pelo farmacêutico e é de responsabilidade do estabelecimento fornecer condições adequadas ao perfeito desenvolvimento das atividades profissionais. “Ao farmacêutico cabe o devido respeito ao proprietário, o compromisso com a sua constante qualificação, a obediência à legislação vigente e a sensibilidade necessária para a correta compreensão de que o estabelecimento não pode prescindir da lucratividade”, destaca o presidente do CFF.

 

Farmacêutico: obrigação ou necessidade?

O desafio de um relacionamento harmônico é posto à prova a partir da própria legislação em vigor. “A lei, que exige a presença do farmacêutico na farmácia, traz uma consciência de obrigação e não de necessidade para o empresário. Existem ainda os sindicatos, que, na percepção do empreendedor, impõem o ganho mínimo – piso salarial – e os conselhos, que penalizam o estabelecimento que não tem o profissional presente em todo o horário de funcionamento. Logo, esse profissional, na visão do empresário, fica fadado a ser uma obrigação burocrática e onerosa, imposta por lei”, constata o diretor do ICTQ.

O fato de o farmacêutico ser um profissional de saúde não significa que não possa haver interesses comuns entre os dois atores. O estabelecimento ganha com a efetiva compreensão de que ambos são imprescindíveis ao bom desenvolvimento do negócio. Existem outros estabelecimentos privados de saúde que alcançam seus objetivos prestando a devida assistência à saúde da população, como os hospitais, por exemplo.

Na opinião do presidente executivo da Associação Brasileira do Comércio Farmacêutico (ABCFARMA), Renato Tamarozzi, a relação só melhora com a contrapartida de ambos. “Se o farmacêutico não tem vocação para atender à população, não encontrará sucesso no varejo. Se escolhe a farmácia por falta de opção, também não terá sucesso. É preciso construir uma carreira. O profissional recém-formado não pode ser imediatista. A remuneração, por exemplo, é consequência do trabalho e aumenta na mesma proporção da dedicação do profissional”, argumenta Tamarozzi.

Segundo o representante da ABCFARMA, os empresários, por sua vez, precisam entender que o farmacêutico é um profissional de saúde e, como tal, sua vocação, em regra, não é comercial. “Por isso, o diálogo deve ser voltado no sentido de conciliar os interesses comerciais aos da vocação profissional, sempre com objetivo de melhor atender à população”, acrescenta.

Espírito de cooperação e comprometimento entre as partes são dois fatores que contribuem para uma relação mais harmônica, de acordo com o presidente do Sincofarma/SP, Natanael Aguiar Costa. “É possível falar em direitos e deveres, mas, para isso, precisamos dialogar com espírito desarmado”, diz. Na opinião dele, exceto em situações em que o farmacêutico é dono do estabelecimento, a grande maioria tem na farmácia um trampolim para empregos em concursos públicos ou vagas em laboratórios farmacêuticos. Além disso, aponta a baixa qualidade do ensino universitário, que forma muitos profissionais despreparados para atuar no balcão da farmácia.

Posto isso, vale a seguinte reflexão: se aplicado adequadamente e com visão empreendedora, o conhecimento do farmacêutico pode trazer inovações para o setor? Envie sua opinião para revistadafarmacia@ascoferj.com.br.

 

Três dicas para os farmacêuticos mostrarem o tamanho do potencial deles

 

– Demonstrar que o trabalho vai muito além de mera demanda regulatória.

– Evidenciar que as ações trazem lucratividade para a empresa, aumentando o tíquete médio do cliente e agregando valor na venda de produtos com a prestação de serviços farmacêuticos.

– Mostrar o que o atendimento especializado é capaz de oferecer, ou seja, não somente mais dinheiro, mas principalmente segurança para o consumidor e para empreendedor, que pode evitar demandas jurídicas e prejuízos com indenizações.

 

Comunicação Ascoferj



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