Laboratórios buscam novo teste de Zika

Laboratórios públicos e privados estão correndo para desenvolver testes que permitam identificar a infecção pelo vírus Zika.

Laboratórios públicos e privados estão correndo para desenvolver testes que permitam identificar a infecção pelo vírus Zika. Nos últimos dias, grupos particulares como Fleury, Hermes Pardini e Dasa (dona da rede Delboni) conseguiram desenvolver técnicas de detecção molecular para o vírus.

O esforço maior, porém, é para conseguir um teste do tipo sorológico. A avaliação é que a metodologia molecular, embora mais precisa, não atende a demanda de massa caso o quadro evolua para uma epidemia. Principalmente com agravantes como a relação do vírus com a microcefalia em recém¬nascidos, detectada em vários Estados do país, e a suspeita de ligação com doenças que afetam o sistema nervoso de adultos.

Pelas contas do infectologista Celso Granato, do grupo Fleury, mesmo se toda a estrutura pública e privada for mobilizada, o Brasil poderá realizar, no máximo, 1 mil testes moleculares por semana para detectar o vírus Zika. Essa metodologia exige que os exames sejam feitos em ambientes protegidos, para evitar que uma amostra contamine a outra. Segundo ele, a técnica sorológica, que ainda não está disponível, tem mais escala e permite fazer uma triagem dos casos, embora o resultado não seja tão preciso porque o Zika é muito parecido com o vírus da dengue e há o risco de resultados cruzados.

No Fleury, que começa a oferecer o teste molecular nos próximos dias, a capacidade é de, no máximo, 150 exames por semana. A cultura do vírus para o desenvolvimento de um exame sorológico já está sendo feita, mas a previsão é que os kits só fiquem prontos em dois meses. “Se o Brasil precisar de muitos testes, o país terá que apelar para a sorologia”, disse. “Os médicos precisam ficar atentos ao quadro clínico dos pacientes e não pedir o exame em qualquer situação”, afirma.

A rede de laboratórios Delboni estuda importar kits de diagnóstico sorológico da França, mas depende de aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). De acordo com o infectologista do grupo, Alberto Chebabo, os testes devem estar disponíveis em duas ou três semanas, mas há o risco de diagnóstico cruzado entre Zika e dengue.

“É importante ter esses testes porque, diferentemente do teste molecular, que só acusa a doença nos primeiros cinco dias, o sorológico permite identificar o marcador meses depois, uma necessidade que a suspeita de ligação do vírus com casos de microcefalia trouxe”, diz Chebabo, explicando que a França avançou mais nesse diagnóstico por causa do surto na Polinésia Francesa.

No fim de semana, a presidente Dilma Rousseff esteve em Pernambuco para falar das medidas do governo no combate à doença. Montou uma equipe multidisciplinar, com representantes de 19 órgãos e anunciou o trabalho conjunto com os governos estaduais e municipais. Mas deixou claro que, no curto prazo, o foco do governo deve ser o combate ao mosquito Aedes aegypti, que além do Zika, transmite dengue, febre amarela e febre chikungunya. Ontem, equipes do Exército iniciaram mutirão contra o mosquito no Recife.

De todos os vírus transmitidos pelo Aedes aegypti, o Zika ainda é o menos conhecido. A doença vinha sendo considerada relativamente branda em relação às demais, e às vezes é assintomática. Mas o surto de microcefalia que atingiu o Brasil chamou atenção da comunidade científica internacional para consequências mais graves. Na semana passada, a Organização Mundial de Saúde (OMS) emitiu um alerta sobre a conexão do vírus com a microcefalia, pedindo aos países que reforcem o combate a sua transmissão.

 Fonte: Valor 

Você precisa de ajuda com este assunto?

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Receba as principais notícias direto no celular

Veja também os seguintes artigos

A Novo Nordisk amplia suas ações de acesso aos tratamentos com as chamadas “canetas emagrecedoras”, com condições exclusivas para Wegovy (semaglutida biológica original injetável), indicado...

Farmácias independentes podem realizar busca ativa por contatos para localizar representantes dos laboratórios....
Encontro aconteceu de forma híbrida e reuniu estudantes e profissionais de farmácias e drogarias associadas e não associadas....
Campanha inédita no varejo farmacêutico do Rio acontece entre os dias 29 de maio e 1º de junho, com ofertas em diversas categorias....
AGE será realizada no dia 08 de junho, às 15h, em formato híbrido, na sede da Ascoferj e por meio do aplicativo Google Meet....
Durante os quatro dias de evento, quem passar pelo “bosque” poderá concorrer a brindes e também degustar os sabores do Body Protein....
Não existem mais artigos relacionados para exibir.

Saiba onde encontrar o número da matrícula

Todo associado, além do CNPJ, possui um número de matrícula que o identifica na Ascoferj. Abaixo, mostramos onde encontrá-lo no boleto bancário. Você vai precisar dele para seguir em frente com a inscrição.

BOLETO BANCÁRIO BRADESCO

Encontre em “Sacador / Avalista”.

boleto bradesco contribuição

BOLETO BANCÁRIO SANTANDER

Encontre em “Sacador/Avalista”.

boleto santander contribuição