Meningite mata 40% dos atingidos

Guia da Farmácia

A bacteriana mata cerca de 40% dos atingidos e deixa outros 30% com sequelas

No fim de outubro, um surto de meningite ocorrido em Porto Seguro, na Bahia, resultou em seis mortes, e acabou voltando a exigir a atenção da população para a doença. Não é para menos, já que a meningite é uma das patologias mais temidas, tendo um alto índice de morte entre crianças e adultos jovens. A doença é uma inflamação das membranas que recobrem o cérebro e a medula espinhal (veja arte), causada por vírus ou bactérias. As formas virais são mais brandas e, apesar de não haver vacinação, esse tipo de meningite não mata nem deixa sequelas. Já as meningites bacterianas – causadas pelos meningococos, pneumococos ou hemófilos -, se não tratadas, podem ter efeitos irreversíveis ou letais.

De acordo com as estatísticas do Ministério da Saúde, cerca de 40% dos infectados pela meningite bacteriana morrem e 30% ficam com sequelas. Isso porque alguns sintomas da doença podem ser facilmente confundidos com problemas como, por exemplo, a otite e a infecção de garganta. "O sucesso do tratamento da meningite está no rápido diagnóstico e na administração correta do antibiótico", explica Bruno Vaz, pediatra da enfermaria do isolamento do Hospital Regional da Asa Sul (HRAS) e diretor da Sociedade Brasileira de Pediatria no Distrito Federal (SBP/DF).

Somente febre, abatimento ou falta de apetite não são efeitos específicos da doença. Os portadores da patologia sentem dor de cabeça, nuca rígida, irritabilidade, vômitos violentos, convulsões e alterações na pele (sinais vermelhos que parecem picadas de mosquito). As crianças lactantes e abaixo de 2 anos, entretanto, apresentam sintomas diferentes, mas muito específicos. "Essas crianças não apresentam rigidez da nuca. Seus sintomas vão de um extremo ao outro: ou ela fica muito quieta ou muito agitada, ou não dorme nada ou fica muito sonolenta. O vômito e a falta de vontade de mamar ou comer, relacionados aos outros sintomas, também são indícios da doença", esclarece o pediatra Wilson Marra.

O médico ainda alerta para outro sinal de inflamação na meninge: a moleira alta. "A meningite, quando ataca os bebês, deixa a moleira alta e dura. É importante que os pais levem a criança imediatamente para o hospital. O tempo é precioso."

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