Mercado de fitoterápicos deverá chegar a US$ 93 bi em 2015

Fator Brasil

Toda a cadeia de produção de fitoterápicos no Brasil precisa se organizar e “caminhar junto”, se o País quiser participar do bilionário mercado das plantas medicinais. Entre eles, bioquímicos, biólogos, produtores e industriais. Essa foi a principal mensagem do professor Emerson Ferreira Queiroz, que ministrou a palestra “A biodiversidade brasileira como fonte de novos fitoterápicos”, na abertura do 3º Congresso Iberoamericano de Fitoterapia (CIAF), no Cineteatro dos Barrageiros, na Itaipu.

Autor de dois livros e de diversos artigos científicos sobre plantas medicinais, Queiroz apontou estimativas de que os medicamentos fitoterápicos deverão movimentar US$ 93,5 bi em 2015. Mas esse mercado, por enquanto, ainda é incipiente no Brasil. “A indústria nacional de extratos avançou bastante e atingiu um patamar de excelência internacional. Mas ainda não tiramos proveito de nossa biodiversidade para a produção de alimentos funcionais e de medicamentos como poderíamos”, afirmou.

O palestrante apresentou diversos exemplos de plantas típicas do Brasil, como açaí, guaraná e feijoa sellowiana, que são largamente exploradas por empresas européias e norte-americanas nos mercados do “primeiro mundo”. Uma das diferenças sobre a pesquisa em fitoterápicos feitas nesses países é que 70% dos doutores da área estão na iniciativa privada, enquanto que no Brasil a pesquisa ainda está muito concentrada no meio acadêmico.

“Muitas vezes falta ao pesquisador aceitar as regras do jogo. É normal uma indústria pedir que os testes sejam refeitos, mas há cientistas que se ofendem com isso. A China, por exemplo, conseguiu entrar com fitoterápico indicado para hipertensão em mercados altamente regulados da Europa porque seguiu corretamente todas as etapas de desenvolvimento da pesquisa, registro da patente e produção”, exemplificou.

Foto de Ascoferj
Ascoferj
A Associação do Comércio Farmacêutico do Estado do Rio de Janeiro (Ascoferj) é uma entidade sem fins lucrativos que atua para defender e preservar os interesses do varejo farmacêutico. No quadro de associados, há farmácias e drogarias independentes, redes de pequeno, médio e grande porte, empresas ligadas ao associativismo e distribuidores de medicamentos e perfumaria. Os associados têm uma série de benefícios e serviços, como assessoria jurídica, cursos de capacitação, consultoria em assuntos regulatórios, descontos e vantagens com parceiros, entre outros. Além disso, a tranquilidade de saber que não se está sozinho, que há com quem contar, principalmente nos momentos de crise. A Ascoferj também atua fortemente junto ao poder público, estreitando relações com o Governo do Estado, prefeituras, deputados, vereadores, secretarias públicas e órgãos reguladores.
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