Mulheres que Empreendem: Pollyanna Tamascia, da Super Popular

Mulheres que Empreendem com Pollyanna Tamascia
Foto: Arquivo Pessoal
Mulheres que Empreendem com Pollyanna Tamascia
Foto: Arquivo Pessoal

Em março, comemora-se o Dia Internacional da Mulher e, por esse motivo, o É De Farmácia traz entrevistas ao longo do mês com mulheres que têm forte atuação no segmento farmacêutico para homenageá-las e incentivar outras a empreender.

A segunda entrevistada do especial “Mulheres que Empreendem” é Pollyanna Tamascia, farmacêutica e proprietária da rede Super Popular. Ela, que trabalhou por dez anos como coordenadora de Controle de Qualidade na Medley, há aproximadamente seis decidiu se tornar empreendedora. Abaixo, você confere a entrevista completa, conduzida pela jornalista e apresentadora Viviane Massi.

Viviane Massi: Como é sua rotina de proprietária de farmácia?

Pollyanna Tamascia: É um dia a dia com muitas atribuições. Além da gestão da rede, como mulher, tenho muitas outras atividades, como cuidar da casa e da família. Há seis anos, escolhi sair do mundo corporativo e vir para a Super Popular. No escritório, tenho 20 pessoas que trabalham diretamente comigo, cuidando da parte administrativa: recursos humanos, financeiro, entre outras.

VM: Você está à frente do negócio junto com o seu marido. Existem conflitos entre como as cabeças feminina e masculina pensam? Quem toma a decisão final?

PT: Costumamos ponderar sempre qual é a melhor opção para o negócio. Temos visões diferentes sobre muitos assuntos, o que acredito ser bastante saudável por nos fazer olhar o contexto geral e nos fazer chegar a conclusões lógicas em todos os momentos.

VM: Vocês acabam levando trabalho para casa?

PT: Sou uma única pessoa em duas funções. Sabemos dividir muito bem quando estamos discutindo algo da empresa da nossa relação como casal. Contudo, às vezes, isso acontece, sim, dentro do ambiente familiar.

Sabemos dividir muito bem quando estamos discutindo algo da empresa da nossa relação como casal. Contudo, às vezes, isso acontece, sim, dentro do ambiente familiar.

VM: Você levou para a sua carreira como empreendedora algo que aprendeu nos dez anos em que trabalhou na Medley?

PT: A Medley foi uma escola muito importante na minha vida. Eu trouxe experiências do meu trabalho com qualidade para a Super Popular, mas também precisei aprender outras coisas, como, por exemplo, flexibilizar regras, que eram muito rígidas na fábrica. Por mais que tenhamos diretrizes na gestão das farmácias, é preciso ter também muito jogo de cintura para contornar situações inesperadas. São universos bastante diferentes.

VM: Ser filha do Edison Tamascia (presidente da Febrafar e Farmarcas) ajudou na sua trajetória profissional?

PT: Tenho muito orgulho de ser filha dele e de sua carreira, mas, quando comecei, fiz questão de me apresentar e pleitear o que desejava por mim mesma. Quando entrei na Medley, fiz todo o processo seletivo e não usei da influência dele para conquistar o meu cargo. Hoje em dia, ter esse sobrenome e estar dentro da Farmarcas abre portas, devo admitir, mas faço questão de mostrar que estou onde estou pela minha capacidade profissional.

VM: Atualmente, as faculdades estão começando a considerar a necessidade de formar farmacêuticos para cargos de gestão. Na sua graduação, você foi treinada para tal?

PT: Não. Quando entrei como estagiária na Medley, não tinha noção de nada disso. Depois é que fui sendo treinada e preparada. Essa mudança é muito importante para que tenhamos a noção do que é a gestão da farmácia e enxerguemos como mais uma opção de trabalho.

VM: O que diria para homens que duvidam da capacidade feminina de gerir um negócio?

PT: Eles não conhecem a nossa força. Fazemos parte de uma cultura machista, em que as mulheres vêm ao longo dos anos ocupando seus espaços. Hoje essa expansão está infinitamente maior do que há alguns anos, mas ainda existem homens que nos diminuem, mesmo que inconscientemente. Seguiremos na busca pela equidade, pois somos tão capazes quanto eles de exercermos posições de liderança.

Fazemos parte de uma cultura machista, em que as mulheres vêm ao longo dos anos ocupando seus espaços. Hoje essa expansão está infinitamente maior do que há alguns anos, mas ainda existem homens que nos diminuem, mesmo que inconscientemente.

VM: Deixe sua dica para as mulheres que querem empreender no canal farma.

PT: Tenham coragem, pois estamos cada vez mais ocupando nossos lugares. Somos extremamente capazes. Não se subestimem e façam sempre o que gostam. Se for no canal farma, são bem-vindas, pois temos muito espaço para todas.

Assista a entrevista completa no canal da Ascoferj no YouTube.

Veja também: Mulheres que Empreendem: Marise Nascimento, da Cityfarma

Fonte: Revista da Farmácia

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