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icone de categorias Notícias icone de data de publicação 12 de abril de 2012.

Prati-Donaduzzi aposta nos remédios em fração para crescer

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Brasil Economico

Indústria paranaense de medicamentos investe para ampliar produção em Toledo e se consolidar em segmento hoje ignorado pelas gigantes

Enquanto grandes fabricantes de genéricos como EMS e Eurofarma colocam na geladeira os planos para vendas de medicamentos fracionados (vendidos sob medida, de acordo com a prescrição médica), a paranaense Prati-Donaduzzi faz apostas no nicho para longo prazo. “Em cinco anos, a cultura brasileira será a mesma de países ricos como Europa e Estados Unidos, onde não se compra doses a mais”, afirma Eder Maffissoni, vice-presidente da empresa.

Nos mercados mais maduros, esse tipo de venda movimenta 80% de todo o negócio, segundo Maffissoni. Por aqui os números ainda são bem modestos e sequer há estatísticas fechadas sobre as vendas.

Adequação do varejo
Segundo Maffissoni, a Prati-Donaduzzi investiu R$ 5 milhões no último ano para a adequação de estabelecimentos para a venda de fracionados, que hoje estão em 11,3 mil farmácias brasileiras, além da ampliação e da sua linha de produção em Toledo, de onde saem, em média, 460 mil unidades diárias de medicamentos genéricos e similares. A empresa cresceu em média 25% por ano nos últimos anos focada em vendas ao governo, que hoje representam 65% de seu faturamento, de cerca de R$ 400 milhões. O restante da receita fica por conta das farmácias.

Agora, o desafio da Prati é disseminar os fracionados, uma vez que, em 2006, foi regulamentada por decreto presidencial esse tipo de venda.
Nelson Mussolini, vice-presidente executivo do Sindusfarma (Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo), afirma que a tarefa não será fácil. “Além de os fracionados necessitarem de armazenamento adequado, são necessárias mudanças nas máquinas de embalar os remédios em um processo caro”.

Mussolini destaca que quando a lei de incentivo à venda de fracionados foi implantada, os grandes laboratórios produziram embalagens picotadas, mas a ideia não foi bem recebida pelo mercado e nem pelo consumidor, que não queria comprar remédio fora da caixa. “Em mercados maduros, existem locais esterilizados para armazenagem, o que não existe aqui. Além disso, as doses devem conter as informações de horários e datas de vencimento”.


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