Prati-Donaduzzi desenvolve tecnologia para produção de medicamento para Alzheimer

Indústria conseguiu a independência desse processo produtivo no Brasil.
Prati-Donaduzzi anuncia produção de pellets
Foto: Divulgação
Prati-Donaduzzi anuncia produção de pellets
Foto: Divulgação

A indústria farmacêutica Prati-Donaduzzi desenvolveu um novo e raro processo produtivo: a fabricação de pellets nacionais. Dessa forma, conseguiu a independência desse processo produtivo, reduzindo custos de produção e gargalos de logística.

Pellets

Os pellets são microesferas com tamanho milimétrico que contêm o princípio ativo do medicamento, possuindo vantagens biofarmacêuticas apropriadas e sistemas de liberação diferentes do fármaco, por conta da aplicação de camadas de revestimento diferenciadas.

Cada microesfera é composta por várias camadas, e cada uma possui uma função. Isso permite a associação de fármacos incompatíveis, desenvolvimento de produtos de liberação retardada ou controlada, mascaramento do sabor e melhoria de estabilidade.

Utilização da tecnologia

Atualmente, a Prati-Donaduzzi utiliza a tecnologia para a fabricação de um dos principais medicamentos da linha de Sistema Nervoso Central (SNC), indicado para o tratamento da doença de Alzheimer.

Para esse produto, são dois tipos de liberação do princípio ativo na mesma cápsula – uma rápida, de até uma hora; e outra lenta, ficando no organismo por 24 horas, melhorando o tratamento e proporcionando comodidade posológica, pois o paciente ingere uma cápsula por dia.

Letícia Rechia, diretora de Pesquisa, Desenvolvimento & Inovação da farmacêutica, revela que a tecnologia facilita o acesso da população ao medicamento porque faz com que ele seja comercializado a um custo menor.

“A maioria dos produtos peletizados que entra no Brasil é produzida na Índia. As empresas importam e envasam, ou seja, simplesmente colocam os pellets dentro da cápsula, não fabricam. A grande vantagem é que, na Prati-Donaduzzi, possuímos o domínio da tecnologia na fabricação em larga escala. Todo o processo de peletização é feito no Brasil. Com isso, temos custos menores e conseguimos repassar os produtos ao consumidor com preços também menores e qualidade assegurada”, explica a diretora.

Investimento

A farmacêutica possui atualmente três leitos fluidizados específicos para a produção dos pellets, um deles com capacidade de até 600 quilos, mas os esforços de investimento começaram em 2010. “No Hemisfério Sul, somos uma das únicas empresas que dominam a tecnologia”, finaliza Liberato Brum Júnior, gerente de Inovação e Pesquisa Clínica.

Veja também: 5º Fórum Abradilan de Desenvolvimento Empresarial tem data definida

Fonte: Revista da Farmácia

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