Produtos de higiene e beleza ganham destaque em farmárcias

Mundo do Marketing

Redes como a Pague Menos seguem tendência de consumo no canal Farma apontada em pesquisa da Nielsen

Os consumidores estão aos poucos migrando para as farmácias na hora de comprar um produto de higiene e beleza. Essa é uma das conclusões da Nielsen Brasil, que levantou os comportamentos de compra de itens dessas categorias em mais 8.600 domicílios. O motivo pode estar em uma melhor experiência de compra nas farmácias, que vem investindo em não-medicamentos em suas lojas. Entre elas, a rede Pague Menos, onde 30% do faturamento vem desse tipo de produto.

O estudo foi feito quinzenalmente na casa de consumidores de todo o Brasil, com exceção da região Norte, representando 39,6 milhões de domicílios no total, ou 80% da população domiciliar do País e 93% do índice de potencial de consumo. A avaliação levou em conta 10 categorias da cesta.

Segundo o estudo, a cesta de higiene e beleza teve queda geral de 2,1% em volume e 1,5% em vendas em 2008 na comparação com 2007. Itens relacionados ao banho, como xampu, sabonete e desodorante apresentaram as maiores baixas, atreladas a fatores como o aumento do preço do sebo, insumo básico dos produtos de higiene, que resultou em repasse ao consumidor final; o verão menos quente e, consequentemente, com menor número de banhos; e o aumento na oferta de tratamentos capilares diferenciados, como escovas progressivas, que exigem um número menor de lavagens.

Pague Menos se adaptou para atender esses consumidores
Levando-se em consideração apenas as farmácias, houve um aumento de 1,3% no valor e no volume de vendas. O incremento foi impulsionado pelas redes de drogarias, que subiram 7% em valor e 3,5% em volume. A Pague Menos é uma dessas redes que vem apresentando bons resultados em não-remédios. Surgida há 28 anos no Ceará, hoje a marca estampa mais de 300 lojas em 24 estados do Brasil, mais o Distrito Federal. Os medicamentos ainda lideram as vendas nas lojas, representando 70% do faturamento, mas os produtos fora dessa categoria têm surpreendido com crescimento em vendas de 25 a 35% por ano.

Para Patriciana Rodrigues, Diretora de compras e Marketing da rede, o motivo é uma adequação das redes farmacêuticas para atender esse tipo de compra em seus espaços, com investimento em autosserviço, melhor ambientação, exposição de itens e ações no ponto-de-venda. Isso estaria atraindo o consumidor, que não encontra no supermercado uma melhor experiência de compra desses produtos no grande varejo.

Ali, o excesso de produtos, filas e preocupações como economia nas compras para o lar distrairia a sua atenção. "Hoje o consumidor está mais cuidadoso em relação a esses produtos. Mas em supermercados ele acaba envolto em tantas preocupações que pensa menos em adquirir itens dessas linhas", explica Patriciana.

Ainda é baixa a compra desse tipo de produtos em farmácias
Ainda assim, há muita oportunidade. Segundo a pesquisa da Nielsen, os consumidores só vão cinco vezes ao ano em média a lojas do carnal Farma. Além disso, um em cada três clientes realiza apenas uma compra a cada doze meses, concentradas no domingo e na segunda-feira (28%).

Para aumentar a frequencia de compra, a Pague Menos vem reforçando suas lojas como opção de compra para essas linhas de produtos. Desde o ano passado, a rede mant&eacut

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Ascoferj
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