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icone de categorias Notícias icone de data de publicação 31 de maio de 2010.

Rapidez nas informações facilita ações da Indústria Farmacêutica

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Valor Econômico

Com algumas informações em primeira mão sobre futuras regulamentações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na área de medicamentos, uma indústria farmacêutica pode economizar milhões de reais. Ciente das discussões em andamento é possível reorganizar o processo de produção para atender a uma nova exigência ou pesquisar produtos em razão de uma demanda que está para surgir. O objetivo da companhia é reagir rápido e não ser pega de surpresa. Cabe ao executivo encarregado da área de relações governamentais não apenas descobrir o que se passa, mas traduzir para a organização qual o impacto que determinada ação terá sobre o negócio.

"Temos que respirar o ar que o governo respira, tratá-lo como cliente e atender às suas necessidades específicas", diz Silvia Sfeir, 48 anos, diretora de assuntos corporativos e relações governamentais da companhia farmacêutica Bristol-Myers Squibb. Assim como quase todos que executam trabalho semelhante ao seu, a executiva que trabalha em São Paulo passa boa parte do tempo em Brasília. "Vou para lá pelo menos uma vez por semana", diz. Para ela, esta é uma forma de sentir as mudanças, os alinhamentos e a dinâmica das decisões.

As informações sobre as tendências dentro do governo podem ajudar a empresa, inclusive, a traçar estratégias mais sustentáveis. "O risco político para o negócio existe e deve ser levado em conta", diz Diogo Brunacci, 33 anos, que comanda a área de "public affairs" da farmacêutica Sanofi-Aventis. "Nossa missão é organizar as informações mais críticas."

Na área de saúde, especialmente, a proximidade da indústria com o governo pode ser produtiva para os dois lados. "O setor privado tem muito o que contribuir no estabelecimento de políticas públicas e na área de pesquisa e desenvolvimento", diz Brunacci. Ele estudou relações internacionais e queria seguir a carreira política, mas percebeu que teria mais espaço se atuasse no setor privado. "Faltam pessoas para traduzir o ’empresariês para o politiquês e vice-versa".

Walban Damasceno de Souza, 35 anos, gerente de acesso ao mercado e relações governamentais do laboratório americano Alcon no Brasil, sempre atuou na área de saúde. Na Becton Dickinson, ingressou na área comercial e, em 2000, montou o departamento de relações com o governo. "Pouco se falava nessa função na época", conta. "Estava no lugar certo na hora certa". (SC)


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