Reajuste médio no preço dos medicamentos será o menor em quase 20 anos

Percentual médio será de até 2,47% e ficará abaixo da inflação. O índice segue em queda desde 2023, após altas nos anos anteriores.
Justiça suspende norma sobre a prescrição de medicamentos
Foto: Divulgação

O reajuste médio permitido por lei no preço dos medicamentos ficará em até 2,47%, o menor dos últimos 20 anos e abaixo da inflação acumulada dos últimos 12 meses, de 3,81%. A redução consecutiva do índice desde 2023 é fruto da política de combate à inflação e reforça a importância da regulação para proteger o consumidor de preços abusivos. Nos anos anteriores, houve um aumento expressivo do percentual, que ultrapassou 10%.

Espaço publicitário

A portaria com o índice foi publicada nesta terça-feira (31/3) pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), conforme determina a legislação. Os aumentos não são automáticos. Na prática, fabricantes e farmácias podem aplicar reajustes inferiores ou até manter os preços atuais, dependendo das condições do setor e do nível de concorrência entre as empresas.

A regulação econômica dos medicamentos no Brasil garante a proteção do consumidor e, ao mesmo tempo, busca a sustentabilidade do setor para assegurar a continuidade do fornecimento de medicamentos no país. O reajuste ocorre uma vez por ano e segue a metodologia estabelecida pela Lei nº 10.742/2003, que instituiu o modelo de regulação de preços do setor farmacêutico no Brasil.

Leia também: Anvisa impõe regras em relação à comercialização de Ashwagandha

Segundo o secretário-executivo da CMED, Mateus Amâncio, o reajuste anual de medicamentos segue uma fórmula regulatória que parte da inflação medida pelo IPCA e desconta o ganho de produtividade da indústria. “Esse mecanismo garante que os ganhos de eficiência do setor sejam compartilhados com a sociedade. Ou seja, parte desses ganhos é repassada aos consumidores na forma de reajustes menores, em vez de ser totalmente apropriada pelas empresas. Além disso, o uso de uma fórmula objetiva traz previsibilidade e estabilidade tanto para o setor produtivo quanto para o poder público, evitando decisões discricionárias e conferindo transparência ao processo de reajuste”, destacou.

A CMED define três níveis máximos de reajuste aplicáveis a diferentes grupos de medicamentos, variando de 1,13% a 3,81% para 2026, conforme a competitividade de cada categoria:

  • Nível 1: 3,81% para medicamentos com alta concorrência;

  • Nível 2: 2,47% para medicamentos de média concorrência;

  • Nível 3: 1,13% para medicamentos de pouca ou nenhuma concorrência.

Algumas categorias de medicamentos não seguem essa lógica de reajuste anual. É o caso dos fitoterápicos, dos medicamentos homeopáticos e de determinados medicamentos isentos de prescrição que apresentam alta concorrência no mercado. Esses produtos possuem regras específicas dentro do sistema de regulação de preços.

Fonte: Anvisa

Você precisa de ajuda com este assunto?

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Receba as principais notícias direto no celular

Veja também os seguintes artigos

Drogaria Cumani comemora 11 anos de história
Rede anuncia campanha de aniversário em lojas selecionadas e planeja inaugurar unidade na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro....
RD Station promove evento gratuito com a Meta sobre o futuro do WhatsApp
Evento híbrido discutirá como IA e estratégia conversacional podem conectar Marketing e Atendimento ao longo da jornada do cliente....
Por que a farmácia independente precisa de tecnologia para prosperar
Além das ferramentas, o associativismo também surge como solução para um mercado que tende a encolher....
Drogaria Tamoio celebra aniversário com ofertas especiais e destaca Corrida Tamoio como iniciativa de saúde e bem-estar
Campanha de setembro reúne descontos de até 90%, condições especiais de pagamento, benefícios digitais e ações de relacionamento com os clientes....
Abrir uma farmácia do zero ou comprar uma que já existe? Descubra vantagens e desvantagens
Gestores precisam avaliar estrutura física e verificar possíveis problemas ocultos, como passivos trabalhistas e fiscais....
Live destaca a Reforma Tributária e seus reflexos para as farmácias e drogarias
Estabelecimentos terão até 30 de setembro para escolher entre o regime Simples Nacional Integral ou Híbrido; tributos ICMS e ISS serão extintos....
Não existem mais artigos relacionados para exibir.

Saiba onde encontrar o número da matrícula

Todo associado, além do CNPJ, possui um número de matrícula que o identifica na Ascoferj. Abaixo, mostramos onde encontrá-lo no boleto bancário. Você vai precisar dele para seguir em frente com a inscrição.

BOLETO BANCÁRIO BRADESCO

Encontre em “Sacador / Avalista”.

boleto bradesco contribuição

BOLETO BANCÁRIO SANTANDER

Encontre em “Sacador/Avalista”.

boleto santander contribuição