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icone de categorias Notícias icone de data de publicação 18 de maio de 2010.

Remédios de tarja preta são vendidos sem receita médica na internet

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Portal Clube Sat

Na internet, os anúncios prometem descontos de até 80% na venda de medicamentos sem receita médica. Em uma página de relacionamento, a equipe do Jornal Nacional entrou em contato com um comerciante da Bahia. Ele vende quatro comprimidos de Citotec por R$ 300, fora o frete, e fala como se fosse médico. “A ideia é que o Citotec realmente é um medicamento que ele provoca um aborto garantido e não tem muito risco. Você está no período inicial, entendeu? Então não precisa de uma dosagem maior, mas geralmente tem clientes meus que pegam dois a mais para ter, assim, uma reserva, uma garantia”, garante.

O comerciante ainda garante assistência ao paciente. “A gente continua mantendo contato, entendeu? Nenhum falou assim ‘Ah, não resolveu, não fez efeito’”, garante.

O comerciante explica como o Citotec age. “Sensação de cólica, que é bem natural. Geralmente tem umas que tem sensação de febre e raramente, mas uma ou outra já me falou que teve diarreia”, revela. O pagamento é feito em conta bancária e a mercadoria despachada pelo correio com discrição.

A comercialização do Citotec está proibida no Brasil desde a década de 90. O remédio era usado em UTIs para conter hemorragias gastrointestinais, mas tinha um efeito colateral grave: as contrações são tão fortes que provocam aborto. Além deste medicamento, descobrimos na internet a venda de remédios de tarja preta que só poderiam ser comprados com apresentação de receitas que ficam retidas nas farmácias.

A Ritalina é usada por pessoas que sofrem de déficit de atenção. Ela melhora a concentração e diminui a ansiedade. Nossos produtores compraram o remédio de fornecedores do Rio Grande do Sul e de Goiás. A caixa com vinte comprimidos custou R$ 150. A entrega foi feita pelo correio.

O cardiologista Flávio Pozzuto conta que já atendeu vários pacientes reclamando de remédios comprados pela internet. “Como nós não sabemos a procedência do remédio, o fabricante desse remédio e a inspeção desse remédio, a pessoa pode estar tomando absolutamente nada. Farinha, um pó qualquer, talco”, garante ele.

Tomar remédio sem orientação médica pode ter um efeito desastroso. “Pode causar uma reação alérgica grave, pode causar uma depressão do sistema nervoso central levando a uma parada respiratória e óbito”, diz Flávio Pozutto, cardiologista.

Os remédios comprados pela nossa reportagem serão encaminhados ao Ministério Público. A Ritalina foi vendida por um preço sete vezes mais caro que o da farmácia convencional.


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