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icone de categorias Notícias icone de data de publicação 12 de maio de 2010.

Sandoz vai exportar hormônios para Europa

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Valor Econômico

A farmacêutica suíça Sandoz, segunda maior companhia global de medicamentos genéricos, está se preparando para exportar hormônios para a Europa a partir de seu centro de desenvolvimento do Brasil, o único da multinacional no mundo para essa finalidade. Essa unidade, que entrará em operação a partir do segundo semestre, está sendo preparada para atender às exigências nacionais e europeias.

Com duas fábricas no país, uma em Taboão da Serra, na Grande São Paulo, e outra em Cambé (PR), a Sandoz do Brasil já exporta medicamentos para Alemanha e Canadá.

A companhia criou uma rede global em todos os principais mercados para expandir suas atividades em inovação.O centro de hormônios faz parte do complexo de Cambé. O principal executivo mundial da Sandoz, Jeff George, diz que as duas unidades do país estão entre as principais do total das 35 que o grupo tem no mundo. Controlada pela suíça Novartis, a Sandoz é o braço de genéricos da companhia, com faturamento global de US$ 7,5 bilhões.

"Temos cerca de 1.000 produtos no portfólio e 800 projetos no ‘pipeline’ (em desenvolvimentos)", afirmou. A Sandoz destinou US$ 613 milhões em 2009 em pesquisa e desenvolvimento (P&D) de novos medicamentos.

O grupo comercializa desde 2006 no mercado internacional hormônios de crescimento e a alfaepoetina (combate a anemia). A partir do centro de desenvolvimento do Brasil, a Sandoz começará a pesquisar novos produtos. Esse centro emprega, por enquanto, somente homens. Reza a lenda que mulheres não podem manusear hormônios porque podem sofrer alterações. A empresa explica que, no caso da Sandoz, como há materiais inalantes no local, as mulheres ficam mais suscetíveis a essas substâncias.

No Brasil desde 2004, após a aquisição da empresa Hexal, em Cambé, a Sandoz tem feito apostas na expansão do segmento de genéricos em países emergentes. "O Brasil tem potencial para ser um dos cinco maiores da economia global até 2020. Para nós, o país é considerado estratégico, assim como a China." O executivo disse que estuda há alguns anos o país, desde o período militar, acompanhando o desempenho dos principais ex-presidentes.

A estratégia da Sandoz, segundo George, é diferente das empresas que atuam em genérico. O foco da companhia está centrado em biosimilares, oncologia e área respiratória. "Nossa missão na Sandoz é oferecer produtos de qualidade porque acreditamos na expansão do acesso a medicamentos."

George não comenta sobre possíveis aquisições, parcerias ou mesmo novos investimentos da companhia no Brasil, mas foi categórico: "A Sandoz é vice-líder global, atrás da israelense Teva, e é a sexta em genéricos no Brasil. Não queremos ficar na sexta posição." A estratégia de aquisições do grupo é global. Este ano a empresa adquiriu a Oriel Therapeutics, nos EUA, o que elevou o portfólio de genéricos da companhia e deu acesso à tecnologia de medicamento inalável. Em 2009 adquiriu a austríaca Ebewe Pharma, especializada em injetáveis oncológicos.

No país, a Sandoz comercializa medicamentos genéricos e poderá trazer futuramente oncológicos injetáveis e biosimilares. No Brasil, como ainda não há mandato regulatório para b


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