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icone de categorias Notícias icone de data de publicação 4 de fevereiro de 2016.

Sanofi Pasteur lança projeto de pesquisa na busca por uma vacina contra o vírus Zika

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A Sanofi Pasteur, a divisão de vacinas da Sanofi, anunciou, no dia 2 de fevereiro, o lançamento de um projeto de pesquisa e desenvolvimento visando à prevenção contra a infecção e doenças causadas pelo vírus Zika.

A Sanofi Pasteur é líder na área de vacinas contra vírus da mesma família do vírus Zika (ZIKV), e conta com vacinas já licenciadas contra a febre amarela, a encefalite japonesa, e mais recentemente a dengue. É importante observar que a experiência da Sanofi Pasteur, sua sólida base e infraestrutura em Pesquisa e Desenvolvimento e capacidade industrial no caso da nova vacina contra a dengue, Dengvaxia®, podem ser rapidamente aproveitados para obter os conhecimentos sobre a disseminação do vírus Zika (ZIKV) e acelerar a rápida descoberta de uma vacina candidata para desenvolvimento clínico.

“Nossa inestimável colaboração com especialistas em pesquisa e em saúde pública globalmente e nas regiões afetadas pelos surtos de Zika, junto com a mobilização de nossos melhores especialistas deverão acelerar os esforços de pesquisa e desenvolvimento de uma vacina para essa doença” afirmou o Dr. John Shiver, Diretor da área de P&D global da Sanofi Pasteur”.

O vírus Zika é estreitamente relacionado como o vírus da dengue. Pertence ao mesmo gênero Flavivirus, além de ser disseminado pela mesma espécie de mosquito e apresentar as mesmas manifestações agudas da doença. Os sintomas mais comuns de uma infecção por Zika são febre, rash (erupções na pele), inchaços das juntas, conjuntivite e dor de cabeça. No entanto, há crescentes evidências relacionando a infecção pelo vírus Zika em grávidas com aumento do risco de complicações congênitas graves conhecidas como microcefalia. Normalmente, esta é uma condição rara e consiste numa redução anormal do tamanho da cabeça do recém-nascido que impede seu desenvolvimento cerebral normal.

“A Sanofi Pasteur está atendendo a um apelo global para que se desenvolva uma vacina contra o Zika tendo em vista o rápido alastramento da doença e suas possíveis complicações clínicas”, afirma o Dr. Nicholas Jackson, diretor global de pesquisa da Sanofi Pasteur que irá liderar o novo projeto da vacina contra o vírus Zika. “Além de uma séria possibilidade de haver complicações congênitas relacionadas com o vírus Zika, há outras pesquisas em andamento para avaliar uma outra associação entre a infecção pelo vírus Zika e uma doença neurológica séria, o que agravaria a forte suspeita de malformações congênitas associadas com a doença”.

Até recentemente, o Zika era considerado um vírus raro e aparentemente benigno. No entanto, em maio de 2015, a Organização Panamericana de Saúde (OPAS) emitiu uma alerta a respeito da primeira confirmação de infecção por ZIKV no Brasil, que desde então tem se espalhado em todo o continente Americano. Nos Estados Unidos, as autoridades registraram um caso de Zika transmitido localmente em Porto Rico e há registros de casos no continente em viajantes que retornaram de regiões afetadas pelo vírus. Na Europa, vários casos foram 2/3 relatados em viajantes que retornam da América do Sul.

Durante uma sessão de informação na 138ª reunião do Comitê Executivo da Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre a situação do vírus Zika, a Diretora Geral, Dra. Margaret Chan, afirmou que a OMS está profundamente preocupada com a evolução do vírus Zika, por quatro motivos principais:

  • Possível relação da infecção com malformações congênitas em recém-nascidos e síndromes neurológicas;
  • Potencial propagação da doença devido à grande distribuição geográfica do mosquito vetor;
  • Falta de imunidade da população em áreas recém afetadas;
  • Falta de vacinas, tratamentos específicos e testes diagnósticos rápidos.

Os Centros para Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos também emitiram um alerta de viagem recomendando que as mulheres grávidas adiem seus planos de viagem para os países da América Latina e do Caribe, onde a transmissão do vírus Zika está em expansão.

Até o momento, não existe nenhuma vacina ou tratamento especifico para o vírus Zika. O controle do vetor continua a ser uma medida importante para controlar os mosquitos responsáveis pela propagação do vírus Zika.

Fonte: Imprensa Sanofi



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