Pular para o conteúdo

Notícias


icone de categorias Notícias icone de data de publicação 28 de junho de 2018.

Uniforme no ponto de venda

COMPARTILHE:

Equipe Lagos Farma | Foto: Humberto Teski

Sabe aquele ditado que diz “a primeira impressão é a que fica”? Ele faz muito sentido quando se trata do uniforme no ponto de venda. A peça é muito mais que uma iniciativa do departamento pessoal de empresa, pois é um dos principais elementos de contato com o consumidor. Além da questão que envolve os recursos humanos, a utilização de uniformes vai garantir uma série de outras vantagens para a farmácia, entre elas, a valorização da marca.

As redes do varejo farmacêutico estão antenadas com essa questão. Atualmente, é quase impossível entrar numa Drogaria São Paulo, por exemplo, e não encontrar os funcionários uniformizados. Por outro lado, o empresário independente, até por estar sozinho no mercado, tem muitas dúvidas na hora de escolher os tecidos, os modelos e as cores.

A Cityfarma chegou a criar um módulo de treinamento para todas as lojas que se associam, chamado Marketing Pessoal e Uniforme. “Esse módulo entra na grade de cursos para reforçar a importância do uniforme, mas também a necessidade de uma boa apresentação pessoal, já que farmácia e drogaria vendem saúde, beleza e higiene”, diz Gisa Costa, gerente de Treinamentos na rede.

“O uniforme é fundamental para uma farmácia, pois ele está relacionado a vários pontos cruciais para um bom atendimento, como organização, asseio, zelo, postura profissional, identificação do atendente e, claro, fortalecimento da marca”, diz Ângelo Vieira, diretor operacional da Farmarcas, associação que administra redes de farmácias em todo o Brasil.

Segundo Vieira, o uniforme é um cartão de visita. “Deixar de se preocupar com a vestimenta dos colaboradores é inconcebível para uma empresa que almeja se posicionar com profissionalismo no mercado. As pessoas são muito visuais, e os uniformes adequados facilitam o atendimento”, acrescenta o diretor.

A utilização de uniforme é citada na Resolução RDC 44/2009, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Sua relevância é tão grande que o artigo 17 traz a seguinte afirmação: “os funcionários devem permanecer identificados e com uniformes limpos e em boas condições de uso”. Em seguida, no parágrafo único, a RDC diz que “o uniforme ou a identificação usada pelo farmacêutico deve distingui-lo dos demais funcionários de modo a facilitar sua identificação pelos usuários da farmácia ou drogaria”. Além da RDC 44, também citam o uso do uniforme a Resolução SES 1.188/1998 e a Lei Estadual 3.049/1998.

Mais valor à marca

Em geral, o uniforme é uma peça do enxoval institucional da empresa que tem várias funções, entre elas, valorizar a marca e contribuir para que o cliente se lembre dela numa necessidade futura. É imprescindível que estejam impecáveis no visual e na limpeza, condições que ajudam na eficiência da comunicação e da interação da marca com o consumidor.

Em farmácias e drogarias, particularmente, o uniforme deve transmitir autoridade e gerar confiança no consumidor. De acordo com o designer Daniel Bueno, sócio fundador da Santo Traço, empresa de design para varejo, um detalhe importante do uniforme desse segmento é fugir do aspecto divertido. “Ele precisa ser descontraído e leve, mas, ao mesmo tempo, deve transmitir autoridade e confiança para os consumidores, justamente pelos produtos que são vendidos”, destaca Bueno.

Do ponto de vista estético, o uniforme deve estar alinhado à identidade visual da marca em estilo, textura, cores e formas. “O uniforme deve conversar com o conceito da marca. Por exemplo, uma loja de surfwear não colocaria como uniforme um terno ou algo muito clássico. O que quero dizer é que, em linhas gerais, ele não faz parte de ações de marketing, mas está relacionado à forma como a marca se comunica com seus consumidores. Em situações isoladas, como ações específicas no ponto de venda, o uniforme até pode ter uma característica temporária, mas logo deve voltar ao posicionamento que a marca tem em seu DNA”, detalha o designer da Santo Traço.

A poluição visual é um ponto de atenção, não só nos uniformes, mas em todo o ambiente do varejo. “É preciso ser objetivo e criar uma hierarquia de comunicação com os consumidores. Isso se aplica a todo esse universo que a marca tende a proporcionar de experiência para o consumidor. Existem muitas coisas a serem comunicadas: o produto, a marca da farmácia, a marca dos fornecedores, as ofertas. Por isso, os uniformes precisam ser objetivos, com, no máximo, três cores da palheta da identidade visual em composição com o logotipo”, acrescenta Daniel Bueno.

O jaleco do farmacêutico é a única peça do enxoval que deve se diferenciar das demais, mas ainda assim pode ter detalhes alusivos à identidade visual de marca e um estilo totalmente diferente. “Os modelos tradicionais, com cortes retos, podem ser alterados. Se a loja é mais moderna, por que não confeccionar o jaleco com corte e design que transmitam essa modernidade para as pessoas que vão até a farmácia?”, sugere o designer da Santo Traço.

Os melhores tecidos

Já se sabe que o uniforme deve conversar com a identidade visual da farmácia, mas existem outras questões que costumam gerar dúvidas nos empresários ou profissionais que cuidam dessa área dentro das empresas. Por exemplo, qual o melhor tecido.

O Rio de Janeiro é quente durante as quatro estações do ano, mas o verão bate recordes de temperatura. É preciso pensar muito nisso antes de escolher o material para confeccionar o uniforme. “Sempre que um cliente nos procura, avaliamos a necessidade dele levando em consideração não apenas o melhor tecido, mas também o conforto da peça, a durabilidade e a conveniência de não precisar passar”, diz Rita Germano, da Felton, empresa que fabrica uniformes para farmácias e drogarias.

Segundo ela, a preferência é pelo tecido misto, constituído de poliéster e algodão, pois não amarrota. Outra possibilidade são os tecidos de microfibra, também conhecidos como pele de ovo, que secam rapidamente e não precisam ser passados. Já os tecidos 100% algodão são quentes, costumam encolher e duram menos.

Tempo de uso

Em geral, uma peça de uniforme dura de seis meses a um ano. Depois desse tempo, o desgaste com o tempo de uso vai comprometer a beleza do uniforme e o visual da equipe, sendo necessário, portanto, produzir peças novas. “O funcionário tem que gostar de usar. Eu sempre digo isso aos meus clientes. Conforto e beleza são duas características que os colaboradores prezam muito”, acrescenta Rita.

Muitas vezes, o dono da farmácia não faz a mínima ideia do modelo que deseja, nem tem condições de contratar um designer para desenhar a peça piloto. Nesse caso, algumas confecções se encarregam de fazer isso para o cliente, como é o caso da Felton.

É possível variar os modelos de acordo com o setor da empresa: balcão, perfumaria, caixa, entrega. As profissionais que trabalham na área de perfumaria, por exemplo, costumam utilizar terninhos de verão sem gola para se diferenciarem dos atendentes de balcão, mas sem desprezar o conforto. Vale lembrar que o farmacêutico possui uma legislação específica que deve ser obedecida.

É usual e permitido aplicar o logotipo de laboratórios e distribuidores nos uniformes, que acabam sendo mais um canal de comunicação com o cliente. Isso é totalmente legítimo, mas é preciso tomar o cuidado de pedir ao funcionário que assine um termo concordando em utilizar o uniforme com as marcas dos parceiros e declarando que não cobrará nada a mais por isso futuramente.

 

4 motivos para sua empresa adotar o uso de uniformes

1 – Identidade visual
O melhor marketing para sua empresa é a aparência que ela passa para o público. A ideia que as pessoas têm do seu negócio define se elas voltarão a comprar ou usar seus serviços. Assim, funcionários usando uniformes com um bom corte e o logotipo estampado em local visível será a melhor imagem que sua empresa pode produzir.

2 – Profissionalismo
Passar uma imagem profissional é muito bom para os negócios. As pessoas precisam sentir segurança no lugar onde estão e sentirem que os atendentes sabem o que estão fazendo. O uniforme ajudará a criar esse clima de confiança.

3 – Organização
Roupas iguais podem parecer monótonas e sem graça, porém, quando você se acostuma com o visual, fica com a sensação de organização e limpeza. É essa mesma sensação que seus clientes terão sendo atendidos por seus funcionários.

4 – Investimento
O valor usado para a confecção dos uniformes deve ser visto como um investimento para melhorar a exposição do produto ou serviço, apostando na melhor aparência de seus funcionários, que são as pessoas que estão constantemente em contato com o público da farmácia.

 

Por Viviane Massi


VER MAIS SOBRE: marketing / ponto de venda / uniformes


Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza cookies para garantir seu funcionamento correto e proporcionar a melhor experiência na sua navegação. Ao continuar nesse site você está de acordo com nossa Política de Privacidade.