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icone de categorias Notícias icone de data de publicação 27 de janeiro de 2009.

Uso preventivo da Aspirina em diabéticos sem doença cardiovascular pode não trazer benefícios

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Portal Farmácia

O diabete melito do tipo 2 costuma iniciar após os 40 anos de idade, e apresenta uma forte relação com a obesidade central (acima da cintura). Esses diabéticos são considerados de alto risco para o desenvolvimento das doenças cardiovasculares, como o infarto do miocárdio (ataque cardíaco) ou o derrame cerebral. 

Enquanto cerca de 30% da população geral morre de uma doença cardiovascular, no grupo dos pacientes diabéticos do tipo 2, essa proporção costuma ser superior a 50%. Não existem dúvidas que as doenças cardiovasculares sejam a principal causa de morte em diabéticos do tipo 2. 

O uso dos agentes antiplaquetários, que diminuem a agregação das plaquetas no sangue, pode diminuir risco de formação de trombos (coágulos), podendo ser uma estratégia para a prevenção cardiovascular em pacientes sem ou com uma doença cardiovascular estabelecida, ou seja, para uma prevenção primária ou secundária.

A força do benefício na prevenção secundária levou à sugestão de que o uso de Ácido Acetilsalicílico (AAS), mais conhecido como Aspirina, seria também benéfico para a prevenção primária em pacientes diabéticos do tipo 2. Um recente estudo questionou o papel do AAS na prevenção primária das doenças cardiovasculares em diabéticos do tipo 2. Foram incluídos 1276 pacientes diabéticos do tipo 2, sem evidência de doença cardiovascular, sendo que metade destes usou 100mg ao dia de AAS e a outra metade, usou comprimidos de placebo (sem ação terapêutica). Estes pacientes foram acompanhados por um tempo médio de 6,7 anos.

O desfecho primário principal avaliado pelo estudo foi a composição dos seguintes eventos: morte por doença coronariana ou derrame cerebral, infarto ou derrame não-fatal, amputação acima do tornozelo ou isquemia grave de membro inferior. A idade média dos indivíduos ao início do estudo era de 60 anos nos dois grupos. Comparando-se aqueles que usaram o AAS com aqueles que não fizeram o seu uso, não houve qualquer diferença no risco de eventos entre os dois grupos.

Diante desses novos resultados, parece mesmo improvável que haja benefício do uso do AAS na prevenção primária para a maioria dos pacientes diabéticos. O uso do AAS na prevenção secundária, ou seja, em pacientes que já apresentaram algum evento cardiovascular prévio, é benéfico e sustentado amplamente pelos estudos médicos.


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