Pular para o conteúdo

Notícias


icone de categorias Notícias icone de data de publicação 22 de junho de 2010.

Varejo farmacêutico mantém foco em beleza

COMPARTILHE:

Jornal DCI

Enquanto se discute a restrição da venda de produtos de autosserviço nas farmácias e drogarias, por decorrência da Resolução da Diretoria Colegiada RDC 44, que limita a comercialização de alguns itens nas lojas – como perfumaria e cosméticos -, redes do varejo farmacêutico continuam a oferecer produtos como esses a seus clientes. Elas entraram com liminar na justiça e reforçaram sua linha de produtos de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos (HPC) para garantir rentabilidade, pois esses produtos representam em média 30% do faturamento.

"A tendência é de crescimento dos HPC, com destaque para os dermocosméticos, que garantem maior valor agregado nas vendas", afirma Edson Tamascia, presidente da Federação Brasileira das Redes Associativistas de Farmácia (Febrafar). Outra entidade que difunde o setor é a Associação Brasileira das Redes de Farmácia e Drogarias (Abrafarma), que contabilizou no varejo farmacêutico interno o giro médio de R$ 15 bilhões em 2009. Destes, R$ 10 bilhões vieram da venda de medicamentos, que teve aumento de 24,60% ante 2008, enquanto as vendas de não-medicamentos cresceram 24,11%.

Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos, o faturamento do segmento de cosméticos e higiene pessoal no Brasil, como um todo, atingiu R$ 21,6 bilhões em 2008, com taxa de crescimento de 13,5% nos últimos cinco anos. Diante deste cenário promissor e da concorrência com grandes redes de supermercados, como Grupo Pão de Açúcar (GPA), Carrefour e Walmart, que disparam em abertura de drogarias próprias, as tradicionais redes do setor, como Onofre, investem em agregar serviços de beleza, por meio de lojas denominadas megastores, que têm grifes nacionais e importadas de produtos de HPC e dermoconsultores para auxiliar clientes.

São cinco as megastores da rede, onde o faturamento de medicamentos representa 40%, enquanto 60% são de HPC. " Queremos abrir outras megastores e estamos procurando lugar para isso", conta Marcos Arede, diretor comercial da rede. Uma loja mega chega a custar o triplo do investimento em uma loja comum, e a diferença numeral também se dá no mix de produtos, que passa de 17 mil para 26 mil numa megastore. Quanto à Resolução 44, Arede diz que 20% das lojas da Onofre já estão adequadas à medida. "Não sentimos muitas mudanças nesse sentido." O grupo prevê crescer 20% este ano.

Aproveitar a Copa do Mundo para impulsionar as vendas dos produtos de HPC foi a estratégia adotada pela Drogaria São Paulo. Nas compras acima de R$ 40 no setor de perfumaria e higiene pessoal, ao pagar mais R$ 4 os clientes ganham itens de torcida em um kit montado pela rede para o mundial. A ideia é realmente mostrar que uma drogaria ou farmácia é hoje um espaço com diferentes produtos e serviços.


VER MAIS SOBRE: arquivo


Este site utiliza cookies para garantir seu funcionamento correto e proporcionar a melhor experiência na sua navegação. Ao continuar nesse site você está de acordo com nossa Política de Privacidade.