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icone de categorias Notícias icone de data de publicação 26 de novembro de 2019.

Arboviroses: contribuições do farmacêutico na prevenção dessas doenças

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Arboviroses são passadas por mosquitos como o da dengue Foto: freepik

Arboviroses são as doenças causadas pelos arbovírus, vírus transmitidos por mosquitos hematófogos como os da dengue, zika vírus, febre chikungunya e da febre amarela. As doenças são transmitidas apenas pelos mosquitos infectados com o sangue de alguém com o vírus; humanos ou animais picados não os transmitem.

O período do verão é o mais propício à proliferação do mosquito Aedes aegypti, por causa das chuvas. Porém, a transmissão ocorre durante todo o ano, pois o mosquito sobrevive em temperaturas mais baixas. Acontece que, no Brasil, são poucas as regiões que têm um rigoroso inverno e, mesmo nos locais em que a estação é bem definida, o mosquito consegue sobreviver.

Importante ressaltar que os ovos do Aedes aegypti podem sobreviver por um ano ou mais sem água. Porém, dentro de casa, como a temperatura sempre é mais alta, as larvas podem se desenvolver normalmente em locais com pouca água, como os pratinhos de plantas, ralos sem muito uso e bandeja de geladeira, e se transformarem em mosquitos.

Assim, para diminuir ou eliminar essas doenças, é preciso o engajamento de todos para eliminar o mosquito e seus criadouros. Essas doenças têm muitos fatores em comum: o transmissor, o diagnóstico, os sintomas, os tratamentos e mesmo as sequelas, bem como a forma de prevenção, já que eliminando o mosquito Aedes, diminuímos consideravelmente a propagação das doenças.

A febre amarela tem como principais sintomas a febre alta, mal-estar, dores musculares, dor de cabeça e calafrios. Os principais sintomas da dengue são febre alta súbita, náuseas, vômitos, dor no corpo, dor de cabeça e articulações, geralmente com manchas vermelhas no corpo e coceira.

Já na zika os sintomas mais comuns são febre moderada, dor de cabeça, dor nas articulações, vermelhidão nos olhos, manchas vermelhas no corpo com coceira e cansaço. Porém, algumas pessoas negam qualquer sintoma. Na chikungunya, os sintomas se confundem com os da dengue, com febre alta súbita, dor de cabeça, dor nas articulações com edema, manchas vermelhas e coceira no corpo.

Tratamentos para as arboviroses são baseados nos sintomas apresentados. O farmacêutico deve estar capacitado para prevenir o uso incorreto de medicamentos, evitar reações adversas e agravos das doenças. Pacientes com suspeita de dengue, zika vírus ou febre chikungunya devem evitar medicamentos à base de ácido acetilsalicílico (aspirina) ou substância associada, devido ao efeito anticoagulante e à possibilidade de causar sangramentos. Anti-inflamatórios não hormonais como o diclofenaco, ibuprofeno e piroxicam também devem ser evitados. Esses medicamentos podem aumentar o risco de sangramentos.

Educação para prevenção de doenças, suporte frente aos principais sintomas, encaminhamento do paciente ao serviço de saúde para diagnóstico e acompanhamento para garantir o sucesso do tratamento e evitar complicações da doença são algumas das atuações que o farmacêutico pode oferecer aos pacientes.

E deve orientar sobre o uso de repelentes e inseticidas para prevenção das doenças transmitidas pelo mosquito, indicando o produto de uso tópico mais adequado para as gestantes e crianças maiores de dois anos. Por exemplo: para o uso facial na forma spray ou em crianças, o ideal é primeiro aplicar na mão e depois espalhar no corpo, logo em seguida lavar as mãos com água e sabão. Caso entre em contato com os olhos, deve-se lavar imediatamente com água corrente. Reforçar a aplicação do repelente nas áreas expostas do corpo e também por cima da roupa. Além do DEET (N, N-Dietil-m-toluamida), os princípios ativos mais recorrentes em repelentes, no Brasil, utilizados em cosméticos são o Icaridin e o IR 3535, além de óleos essenciais, como citronela.

Veja também: OMS divulga recomendação para vacina da gripe em 2020

Fonte: Revista da Farmácia


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