Escassez de mão de obra desafia o crescimento do setor farmacêutico no Brasil

Reforma Tributária e regulamentações desafiam setor farmacêutico
Ricardo Henrique de Castro Valente é empresário do ramo e diretor administrativo das Drogarias Viva Bem

O setor farmacêutico brasileiro, considerado um dos mais estratégicos para a economia e para a saúde pública, enfrenta um desafio crescente: a escassez de mão de obra qualificada. A falta de profissionais especializados tem impactado desde a indústria e a pesquisa até a distribuição e o varejo farmacêutico, acendendo um alerta para empresas e entidades do setor.

Espaço publicitário

De acordo com Ricardo Henrique de Castro Valente, empresário do setor farmacêutico, a rápida evolução tecnológica e a ampliação do mercado de medicamentos e soluções em saúde intensificaram a demanda por profissionais capacitados, enquanto a formação técnica não avançou no mesmo ritmo. “Hoje, o setor precisa de profissionais cada vez mais preparados para lidar com inovação, tecnologia e exigências regulatórias, mas o mercado ainda enfrenta uma lacuna significativa na qualificação”, afirma.

Áreas como produção industrial, controle de qualidade, assuntos regulatórios, pesquisa e desenvolvimento, além da atuação farmacêutica em farmácias e hospitais, estão entre as mais afetadas. Segundo Valente, a dificuldade em preencher essas posições pode gerar impactos diretos na operação das empresas. “A escassez de mão de obra qualificada afeta prazos, aumenta custos e pode limitar a capacidade de crescimento e inovação das organizações”, destaca.

Leia também: Como o layout influencia compras por impulso (especialmente no verão)

Outro fator que agrava o cenário é a alta concorrência por talentos, tanto no mercado nacional quanto no internacional. Para o empresário, esse movimento exige uma mudança na forma como as empresas se relacionam com seus profissionais. “Além de atrair talentos, é fundamental investir em capacitação contínua, planos de carreira estruturados e ambientes que valorizem o desenvolvimento profissional”, explica.

Para enfrentar o desafio, é necessária maior integração entre a indústria, as instituições de ensino e o poder público. Afinal, investir em educação, formação técnica e parcerias estratégicas é essencial para garantir a sustentabilidade do setor farmacêutico no longo prazo, mantendo a competitividade, a inovação e o acesso da população a medicamentos e soluções de saúde.

Você precisa de ajuda com este assunto?

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Receba as principais notícias direto no celular

Veja também os seguintes artigos

A Novo Nordisk amplia suas ações de acesso aos tratamentos com as chamadas “canetas emagrecedoras”, com condições exclusivas para Wegovy (semaglutida biológica original injetável), indicado...

Farmácias independentes podem realizar busca ativa por contatos para localizar representantes dos laboratórios....
Encontro aconteceu de forma híbrida e reuniu estudantes e profissionais de farmácias e drogarias associadas e não associadas....
Campanha inédita no varejo farmacêutico do Rio acontece entre os dias 29 de maio e 1º de junho, com ofertas em diversas categorias....
AGE será realizada no dia 08 de junho, às 15h, em formato híbrido, na sede da Ascoferj e por meio do aplicativo Google Meet....
Durante os quatro dias de evento, quem passar pelo “bosque” poderá concorrer a brindes e também degustar os sabores do Body Protein....
Não existem mais artigos relacionados para exibir.

Saiba onde encontrar o número da matrícula

Todo associado, além do CNPJ, possui um número de matrícula que o identifica na Ascoferj. Abaixo, mostramos onde encontrá-lo no boleto bancário. Você vai precisar dele para seguir em frente com a inscrição.

BOLETO BANCÁRIO BRADESCO

Encontre em “Sacador / Avalista”.

boleto bradesco contribuição

BOLETO BANCÁRIO SANTANDER

Encontre em “Sacador/Avalista”.

boleto santander contribuição