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icone de categorias Notícias icone de data de publicação 1 de novembro de 2016.

Liderança farmacêutica

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(Revista da Farmácia – ed. 195)

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De acordo com a legislação vigente, o farmacêutico é o responsável técnico pela farmácia ou drogaria. As boas práticas farmacêuticas vão desde o atendimento e a orientação ao cliente até as responsabilidades burocráticas e legais. Fazem parte das atribuições do farmacêutico supervisionar a equipe e o estabelecimento pelo qual responde, além de transmitir conhecimentos, orientações e treinamentos para toda a equipe sobre a importância da qualidade dos serviços prestados à população.

“O farmacêutico, juntamente com o proprietário do estabelecimento, responde legalmente pelas atividades da empresa, caso alguma atividade ou produto estejam sem conformidade com a legislação vigente, inclusive criminalmente, já que é uma responsabilidade compartilhada. O farmacêutico não é um fiscal. Ele está na farmácia para ajudar na realização de um bom trabalho”, ressalta a farmacêutica, docente e consultora Ana Lucia Caldas.

Como responsável técnico, o farmacêutico pode contribuir para o desenvolvimento da equipe, promovendo o conhecimento e disponibilizando ajuda a fim de que todos estejam engajados no mesmo objetivo. Nesse caso, é importante evitar, por exemplo, o uso de termos científicos da profissão farmacêutica, possivelmente desconhecidos pelos demais membros da loja. A comunicação precisa ser simples, clara e objetiva, de forma que todos possam compreender e aplicar na prática.

O farmacêutico pode também contribuir também com o aspecto comportamental dos colaboradores, ajudando, por exemplo, no controle emocional da equipe. Se um membro fica irritado ou agressivo, todos são afetados, prejudicando o atendimento ao cliente e, consequentemente, o desempenho da empresa.

Outra questão importante é acompanhar o perfil do funcionário para determinada função. Ao perceber que um membro da equipe não tem vocação para atender diretamente o público ou para lidar com pessoas, o farmacêutico pode ajudar a realocar esse profissional, de modo que ele trabalhe em atividades que estejam de acordo com o seu perfil.

“Para um trabalho ainda mais eficaz, o farmacêutico precisa treinar o olhar para tais situações, sempre com o intuito de ajudar os colegas e não simplesmente chamar a atenção ou destacar os erros. Se algo está sendo feito de maneira errada, é preciso buscar a solução e não apontar quem errou”, aconselha Ana Lucia.

 

Além do burocrático

A farmacêutica Michele Barbosa, que atua no varejo farmacêutico há dez anos, observa que a maioria dos profissionais recém-formados em Farmácia não possui habilidades técnicas para atuar no varejo. No entanto, todas poderão ser adquiridas no dia a dia, em cursos e treinamentos ao longo da carreira.

Uma habilidade fundamental é saber orientar os demais profissionais da farmácia, indicando treinamentos e, até mesmo, administrando conflitos. “O farmacêutico não deve cuidar somente das questões burocráticas da farmácia. Ele precisa ficar atento ao desenvolvimento de toda a equipe. E, até para isso, ele tem que estar preparado”, acrescenta Michele.

O trabalho em conjunto garante a qualidade do serviço prestado e a satisfação do cliente. Sem isso, nenhum negócio é sustentável, colocando em risco a própria empregabilidade do funcionário. “Entendo que não é fácil para o farmacêutico gerir todas essas questões, mas é importante que ele desenvolva habilidades e competências para liderar pessoas”, completa a farmacêutica.

Com sua equipe, Michele costuma indicar treinamentos, observar as limitações dos profissionais e dar feedbacks, quando necessário. “Para realizar esse trabalho, me mantenho atualizada, me informo constantemente a respeito dos lançamentos da indústria farmacêutica, observo o prazo de validade dos produtos, presto atenção na organização e limpeza da loja, etc. O farmacêutico é um espelho para a equipe. Precisa dar bons exemplos”, frisa.

A farmacêutica da Drogaria Farma Dream, localizada em Paty dos Alferes, Simone Benicá, é preocupada e atenta ao processo seletivo. Em geral, escolhe profissionais com perfil para vaga e dispostos a aprender. “Quem entra para a nossa equipe tende a ficar por muito tempo, o que reduz a rotatividade na empresa. E, sempre que possível, ajudamos quando alguma deficiência na execução do trabalho é identificada”, conta Simone.

Na Farma Dream, as funções são claramente definidas. Os funcionários contratados sabem quais funções irão executar e quais serão as suas responsabilidades. Para Simone, esse formato traz bons resultados, porque cada um acaba fazendo corretamente a parte dele. “E, quando percebemos que um funcionário precisa de algum tipo de capacitação, damos conselho e indicamos treinamentos”, finaliza.

Comunicação Ascoferj



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