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icone de categorias Notícias icone de data de publicação 13 de setembro de 2013.

Setor farmacêutico vive mudança estrutural

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Indústria precisa se adequar às novas exigências de governos e consumidores, principalmente de mercados emergentes, para continuar a se desenvolver e crescer. Estudo da PricewaterhouseCoopers (PwC) sobre a indústria farmacêutica mostra que está havendo uma mudança de conceito do tratamento das doenças para a cura delas. Durante muitos anos a indústria esteve focada na produção de remédios para tratar das doenças. O que o governo e os usuários querem agora é a cura. Isso demanda também uma mudança na cultura das organizações farmacêuticas, diz Michael F. Swanick, líder global da PwC para indústria farmacêutica. Ele acrescenta que o crescimento da indústria farmacêutica nos próximos anos será pautado, principalmente, pela venda de genéricos, que já provoca uma mudança nos hábitos de consumo e, inclusive, das organizações. O uso de medicamentos genéricos é uma tendência global, mas muito maior nos países emergentes. As empresas estão oferecendo as duas coisas. Os grandes laboratórios têm hoje o que chamamos de medicamentos demarca, que são mais caros, e também os genéricos, mais baratos. Mas, para crescer, a indústria deve enfrentar três grandes desafios: o aumento da exigência do consumidor, baixa produtividade científica e uma cultura de administração antiquada, de acordo como executivo. O dilema da indústria farmacêutica agora, segundo Swanick, é conseguir trabalhar com margens menores. As pessoas não querem mais pagar caro por remédios. Então está cada vez mais difícil. Portanto, a indústria está passando por uma mudança. Isso é bom porque torna os medicamentos mais acessíveis à população. O problema, segundo o executivo, é que o setor gasta muito com pesquisa e desenvolvimento de novos medicamentos. Por isso, ele destaca a importância das patentes em relação a produtos inovadores. É um custo muito alto para a indústria farmacêutica e a exclusividade é necessária para que haja um retorno dos gastos. Sobre a queda na produção da indústria farmacêutica brasileira em julho de 10,7% sobre junho, segundo o IBGE,Valter Aquino, gerente da PwC Brasil , diz que o desempenho negativo é pontual, mas a tendência é de crescimento. Na verdade, os níveis de produção no Brasil tendem a mudar de marcas e patentes para medicamentos genéricos. Mas o volume tende a crescer muito na próxima década. Ou seja, o movimento será muito pautado em produtos de baixo custo, uma exigência do mercado e do governo. A demanda por remédios deve movimentar US$ 60 bilhões no Brasil em 2020, segundo a PwC. Em 2011, este valor foi de US$ 25 bilhões. Todas as grandes multinacionais estão olhando para os países emergentes, como China, Índia, Brasil, e estão vindo para cá. O mercado brasileiro é muito importante no contexto global, assim como os outros emergentes, finaliza Swanick. NÚMEROS US$ 60 bi É quanto a indústria farmacêutica deverá movimentar no Brasil em 2020, segundo estimativa da PwC. 140% É o crescimento em relação a números de 2011, ano em que o setor movimentou cerca de US$ 25 bilhões no país.   Fonte: Guia da Farmácia


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