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icone de categorias Notícias icone de data de publicação 23 de agosto de 2017.

Novas funções farmacêuticas

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Revista da Farmácia – ed. 199:

carreira

Segundo dados do Conselho Federal de Farmácia (CFF) divulgados em 2015, no Brasil, existem mais de 195 mil farmacêuticos inscritos nos Conselhos Regionais de Farmácia. Esses profissionais têm mais de 70 possibilidades de atuação na carreira, mas, apesar disso, a maioria tem o primeiro emprego na farmácia comunitária. E é nela que o farmacêutico está autorizado a realizar os serviços farmacêuticos, a prescrição de MIPs, a aferição de pressão, a aplicação de vacinas, entre outros, já autorizados pela legislação vigente.

A principal questão, no entanto, diz respeito à formação que o farmacêutico vem recebendo para desempenhar essas funções com segurança e qualidade. Os números do CFF mostram que, no Brasil, existem mais de 520 cursos de graduação em Farmácia, mas como eles estão se adequando a esse novo cenário?

A coordenadora do curso de Farmácia da Universidade Estácio de Sá, unidade Nova Friburgo, Halyka Seródio, garante que os currículos estão evoluindo. “Estamos oferecendo mais aulas práticas, com as teóricas voltadas à realidade profissional. Também estimulamos a participação em palestras, cursos extracurriculares, como os de injetáveis, e visitas técnicas a hospitais para conhecer o trabalho do farmacêutico clínico, que prescreve para pacientes em leitos”, detalha.

Com todas essas modificações no cenário profissional, a Estácio de Sá está reavaliando o currículo do curso de Farmácia. “Pretendemos incluir a Semiologia, que é essencial para a função da prescrição farmacêutica. No campus de Nova Friburgo, já oferecemos a disciplina de Psicologia, para humanizar o atendimento farmacêutico. Além disso, lá, desenvolvemos o projeto Farmácia Solidária, em que os alunos têm a oportunidade de acompanhar de perto a nova realidade do mercado de trabalho”, acrescenta Halyka.

A farmacêutica Laryssa Sampaio, formada no fim de 2015, conta que sentiu segurança em atuar porque, na época da graduação, fez estágio em farmácia comunitária. Segundo ela, o amadurecimento profissional se dá no cotidiano do trabalho, no relacionamento interpessoal com os clientes e na participação em cursos complementares. “Eu precisei investir em seminários, palestras e cursos de extensão, como os de manipulação, aplicação de injetáveis e, recentemente, pós-graduação em Farmácia Clínica e Hospitalar”, compartilha Laryssa.

Para a farmacêutica Livia Gonçalves, formada em 2009 pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a participação nos projetos de extensão e pesquisa, durante a graduação, possibilitou ampliar os conhecimentos dela sobre atenção farmacêutica. Depois de formada, ela trabalhou com pacientes portadores de hepatite C, acompanhando e monitorando o tratamento ao lado de médicos e enfermeiros, o que auxiliou em sua formação.

Após a graduação, Livia fez residência multiprofissional, mestrado e hoje atua no Serviço Clínico Farmacêutico do Centro Universitário Augusto Motta (Unisuam). “Fazer residência me ajudou no trabalho em equipe e no meu posicionamento como farmacêutica, beneficiando quem mais precisa: o paciente”, observa.

A farmacêutica ressalta ainda que é preciso treinamento para realizar os serviços atuais com qualidade e segurança. “Não basta somente aferir a pressão arterial. O profissional deve saber se os parâmetros estão normais e o que fazer em caso de alteração. Precisa se manter atualizado para acompanhar o desempenho do paciente e os resultados obtidos com o tratamento”, defende Livia, que cita o ProFar, do CFF, como uma opção de qualificação.

 

Onde buscar qualificação

Os profissionais farmacêuticos que desejam obter uma capacitação contínua têm inúmeras possibilidades de aperfeiçoamento. A Ascoferj, por exemplo, oferece diversos cursos ao longo do ano. Há outras instituições, como o Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ), que já tem um programa pronto de qualificação do farmacêutico para atuar no serviço de vacinação, tão logo seja regulamentado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A prática de vacinação será vivenciada na Farmácia Escola do ICTQ, um projeto que permite aos alunos atuar em consultórios farmacêuticos localizados em drogarias de bairro. O acesso à Farmácia Escola é uma exclusividade de alunos e ex-alunos de pós-graduação do ICTQ, que também podem receber capacitação em serviços como aferição da pressão arterial, glicemia, monitoramento do perfil lipídico, avaliação física, aplicação de injetáveis, acompanhamento farmacoterapêutico, entre outros.

“A experiência construída vai depender do interesse do aluno. Nós ofertamos o conhecimento teórico, científico e técnico dentro da sala de aula e oferecemos o espaço para ele vivenciar a experiência profissional e sair qualificado para o mercado de trabalho”, destaca o diretor do ICTQ, Marcus Vinicius de Andrade.

A empresa farmacêutica Sandoz também está desenvolvendo projetos para treinar os farmacêuticos e demais profissionais que atuam nas farmácias e drogarias de todo o Brasil. Em maio, ela lançou o programa Qualidade Profissional Sandoz, uma plataforma de treinamento online, referente a temas ligados às principais classes terapêuticas existentes, abordando conhecimentos sobre seis áreas: cardiologia, sistema nervoso central, anti-infecciosos, gastro, saúde feminina e saúde masculina. Os conteúdos são oferecidos em forma de textos, videoaulas e games, em uma plataforma digital.

 

Exigências do mercado

Com todo esse progresso na profissão farmacêutica, é possível que o mercado fique mais rigoroso e as contratações pelas empresas passem a exigir profissionais com perfis mais qualificados para as novas funções. Para a farmacêutica da Drogaria Venancio, Renane Bernardes, os profissionais com diferencial no mercado são aqueles que possuem cursos de capacitação e especialização, como aplicação de injetáveis, farmácia clínica e prescrição farmacêutica, mas que também tenham interesse em ajudar pessoas.

De acordo com a farmacêutica, os profissionais estão embasados teoricamente, mas são carentes da prática. “Por isso, a Venancio investe na formação interna, disponibilizando cursos online, aulas presenciais, participação em eventos, treinamentos e palestras. No momento, estamos implantando grupos de estudo para a discussão de casos clínicos e troca de experiências”, conta.

A coordenadora Farmacêutica e gerente do SAC Farma da rede Pague Menos, Cristiane Feijó, concorda sobre a necessidade de os profissionais saberem aplicar na prática o que aprendem na teoria. Ela observa a importância de um conhecimento mais profundo em farmacologia, farmácia clínica, legislação e atenção básica à saúde, principalmente para pacientes idosos e polimedicados.

Cristiane também percebe que faltam habilidades nas áreas gerenciais, clínicas e em primeiros socorros. “Na hora da contratação, sai na frente o profissional comunicativo e com uma bagagem enriquecida com cursos e estágios práticos, o que irá ajudar o serviço dentro da farmácia”, pontua.

A Pague Menos oferece treinamentos, cursos online e presenciais, palestras com parceiros, pós-graduação em Farmácia Clínica e ainda tem uma equipe técnica no SAC Farma Pague Menos disponível 24 horas para os profissionais internos.

 

Iniciativa que deu certo

A Drogaria Retiro montou, em dezembro de 2016, seu primeiro consultório, a Retiro Assiste. Atualmente, os clientes têm acesso aos serviços de medição de pressão, aferição de glicose, medição de temperatura, nebulização, pequenos curativos, aplicação de injetáveis, perfuração de lóbulo auricular, consulta farmacêutica e teste bioquímico rápido para dengue, influenza, hepatite e Chikungunya. Em média, oito pessoas passam por dia pelo consultório farmacêutico da Retiro.

Para Malu Mansur, uma das farmacêuticas que atuam no projeto, é clara a necessidade de capacitação do profissional para prestar esses atendimentos. “A Drogaria Retiro forneceu aos farmacêuticos todos os treinamentos necessários para a qualificação. Importante também buscar atualização constante em cursos externos, principalmente relacionados à farmácia clínica e farmacologia”, orienta Malu.

Depois da inauguração da Retiro Assiste, a demanda de clientes aumentou consideravelmente. “Estou surpreso e feliz com os resultados que estamos alcançando e também satisfeito em poder ajudar a população na busca por uma vida saudável. Isso me incentiva a querer melhorar e ampliar ainda mais os serviços prestados”, diz o empresário e presidente da rede, Adriano Santos.

Comunicação Ascoferj



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