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icone de categorias Notícias icone de data de publicação 22 de julho de 2019.

O que se aprende no curso técnico de Farmácia?

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Entenda o que se aprende em um curso técnico em farmácia Foto: Divulgação

No último dia 25 de junho, o programa É De Farmácia trouxe para a discussão o conteúdo que se aprende no curso Técnico em Farmácia. Para entender melhor sobre o assunto, a convidada foi a farmacêutica e coordenadora do curso no Senac/RJ, Glauce Desmarais.

Como funciona o curso técnico

As pessoas que procuram fazer o curso técnico de Farmácia do Senac se tornam técnicos habilitados em dispensação de medicamentos, manipulação de fitoterápicos, como cremes e géis, e aprendem a realizar o controle de estoque e de qualidade de todos os produtos.

Ao todo, a formação tem 1.200 horas, correspondentes a um ano e meio. Entre 2016 e 2019, foram formados cerca de 1.800 profissionais. Hoje, o Senac conta com 226 alunos nas turmas em execução.

Diferença entre curso técnico e graduação

Glauce explica que o grande diferencial é a possiblidade de aprender fazendo. “Desde o primeiro dia de aula, os alunos já desenvolvem as habilidades práticas por meio de estudos de caso, simulações e visitas técnicas, em que vivenciam situações reais do mercado de trabalho”, revela.

Já a graduação exige uma carga horária maior, podendo chegar a cinco anos de estudos. É preciso ter um domínio técnico-científico maior, pois mais conhecimento é adquirido. “Também existem atividades práticas, mas de uma forma diferenciada”, analisa a coordenadora.

O farmacêutico formado por uma graduação vai atuar como supervisor, enquanto o técnico vai realizar as atividades operacionais, auxiliando o profissional dentro das farmácias.

Além disso, os técnicos em Farmácia não são obrigados a terem registro nos dos Conselhos Regionais de Farmácia, diferentemente de quem se gradua nas universidades. E também, por não haver sindicato para a categoria, não existe um piso salarial que determine quanto esses profissionais devem receber.

Áreas de atuação dos técnicos em Farmácia

Com o crescimento de 40% do número de farmácias e drogarias nos últimos cinco anos, a procura pelos cursos tem se mantido estável, mas com perspectiva de aumento para o futuro. “A gente sabe que o grande aproveitamento desses profissionais se dá no comércio varejista de produtos farmacêuticos e nas unidades de atendimento hospitalares, com um aproveitamento de 60% da classe”, revela Glauce.

Em dados divulgados no ano de 2017 pelo Ministério do Trabalho, eram aproximadamente 2.318 profissionais com vínculo empregatício no Brasil.

Debate acerca da responsabilidade técnica

Conforme noticiado pela Revista da Farmácia, o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu a repercussão do Recurso Extraordinário (RE) 1156197, que trata da possibilidade de os técnicos assumirem a responsabilidade técnica por drogarias.

Glauce acredita, entretanto, que as pessoas que optam por realizar o curso têm consciência das suas funções e limitações. “Um técnico em Farmácia jamais vai substituir um farmacêutico dentro das suas atribuições e na responsabilidade técnica”, diz.

Além disso, não é possível anular a importância desse profissional dentro dos mais diversos estabelecimentos. “Como falei antes, ele pode auxiliar de forma significativa dentro de drogarias, farmácias de manipulação, unidades de dispensação do SUS, farmácias hospitalares, indústrias de medicamentos e cosméticos”, explica a coordenadora.

Para assistir a entrevista completa, acesse o link.

Veja também: Prefeitura do Rio promove 1ª Conferência Nacional de Vigilância Sanitária

Fonte: Revista da Farmácia


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