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icone de categorias Notícias icone de data de publicação 21 de maio de 2020.

Presidente da Ascoferj faz balanço dos últimos anos e fala das propostas

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Presidente da Ascoferj faz balanço dos últimos três anos e fala das novas propostas Luis Carlos Marins, presidente da Ascoferj

Nesta quarta (20/5), os associados da Ascoferj elegeram a nova diretoria para conduzir a associação durante o próximo triênio (2020/2023). Ao todo, 793 empresas votaram.

Conversamos com o atual e reeleito presidente Luis Carlos Marins. Nesta entrevista, ele faz um balanço dos desafios da última gestão e fala dos novos projetos em andamento.

“Sinto-me realizado e com a consciência de dever cumprido, principalmente por ter contado com o apoio de uma equipe de profissionais altamente qualificados e reconhecidos no mercado”, diz ele. Leia a seguir.

Qual sua avaliação sobre o triênio que se encerra?

Entendo que foi positiva, pois, no último triênio, a Ascoferj continuou o processo de prestar o melhor serviço aos seus associados, tentando ampliar a carteira de benefícios por meio de parcerias relevantes. Durante seus 35 anos, a Ascoferj nunca teve nenhuma contribuição compulsória de nenhuma empresa, parceiros ou governo. A sua existência se dá exclusivamente em função da prestação de serviços aos associados. É uma associação regional com base no Rio de Janeiro, mas com reconhecimento nacional por conta de sua credibilidade, tornando-a uma fonte de informações para o setor farmacêutico. Além disso, tem um papel relevante na interlocução com os poderes Executivo e Legislativo.

Você se sente realizado com o período que está para terminar?

Sinto-me realizado e com a consciência de dever cumprido. Dediquei-me a fazer o melhor durante toda a minha gestão. Contei com o apoio de uma equipe de profissionais altamente qualificados e reconhecidos no mercado. É uma grande recompensa trabalhar para uma instituição que, ouso dizer, mantém credibilidade no setor a nível nacional. Em relação ao fato de ter conseguido colocar em prática as propostas, alguns projetos não foram implantados mesmo com nosso empenho. Na vida, planejamos e tentamos, mas existem situações variáveis que impedem a realização de uma intenção. É um aprendizado, afinal só erra quem faz. É muito cômodo perceber instituições de diversos segmentos da economia que não erram. Inércia não gera credibilidade. Mesmo os equívocos que possam ter ocorrido certamente vão servir de aprendizado para que possamos acertar mais no futuro.

Quais foram os principais obstáculos enfrentados nessa gestão?

Nosso maior obstáculo, infelizmente, é o amadorismo de profissionais que estão à frente de seus negócios. A Ascoferj é uma instituição que defende o interesse de 25% das farmácias do Estado do Rio de Janeiro, mas poderia representar muito mais que isso. Portanto, nosso maior desafio é com a empresa que ainda não se associou. Mostrar para ela o valor que a entidade possui. É o que exemplifico nas minhas falas: se você tem um plano de saúde, é porque faz um investimento em prevenção. Se tem um seguro de carro, é porque ele tem valor. A Ascoferj trabalha da mesma forma, no sentido de orientar e prevenir para que as empresas não sejam prejudicadas em um sistema onde ser um empresário é um grande desafio. Na realidade, o estado deveria servir à sociedade, mas aqui, no Brasil, há uma inversão, já que a sociedade está a serviço do estado, pagando tributos elevadíssimos e recebendo serviços de má qualidade.

O que te motiva a continuar?

Entender que ainda posso contribuir de alguma forma. Quero concluir meu ciclo na Ascoferj fazendo com que o nosso setor possa ser cada vez mais profissional, principalmente nesse momento em que estamos vivendo, que mais do nunca mostra que a tecnologia e o profissionalismo na gestão do negócio são fundamentais. Tenho como princípio fazer sempre o melhor onde eu estiver, trazendo a equipe comigo, motivada, propondo novos desafios e acompanhando as tendências de mercado, sem acomodar e estagnar. Quero preparar a associação para um salto no futuro. Coisas novas certamente irão aparecer e precisamos ser visionários, prevendo futuro a partir das tendências de mercado, estudo e conhecimento.

De forma geral, o que os associados podem esperar da sua próxima gestão?

Não é a minha próxima gestão. Nós somos uma equipe, formada pelos associados, pela diretoria, pelos colaboradores e prestadores de serviço. O que nós queremos fazer é ampliar a carteira geral de benefícios e serviços. Acredito muito no projeto da Central de Negócios, que visa à base da pirâmide, com mais de quatro mil farmácias de pequenos e médios empreendedores com dificuldade na gestão. Queremos ter uma representatividade maior nos poderes Legislativo e Executivo, ampliando nossos serviços. Também pretendemos ofertas às empresas ferramentas de qualificação e capacitação para que cada vez mais possamos levar conhecimento e informação. Nesse último triênio, por exemplo, nosso Departamento de Comunicação saiu de uma situação analógica, passando a ter hoje um resultado extremamente positivo no ambiente online. Nosso desafio é ampliar e melhorar, para que cada vez mais possamos fazer com que a Ascoferj, não somente no Estado do Rio de Janeiro, mas também em todo o País, seja uma referência para associados e empresários em geral. Temos uma relação extremamente positiva e de credibilidade com as entidades nacionais.

Como a Ascoferj vem enfrentando o desafio da pandemia do novo coronavírus, das medidas de isolamento social e da suspensão do trabalho presencial?

Estamos caminhando para 60 dias de muita preocupação, embora saibamos que os segmentos farmacêutico e alimentar são lineares – não têm acréscimos em datas comemorativas e nem quedas significativas. Mas é um momento de muita apreensão. A farmácia é uma unidade de saúde e está aberta exercendo o seu papel mesmo com o isolamento social. Está se preparando para cada vez mais servir à população na linha de frente com novos desafios, como os testes rápidos de Covid-19. Ela ocupa um papel fundamental pela sua capilaridade no Brasil, e é o primeiro ponto de apoio ao paciente no sistema de saúde. A questão econômica também nos preocupa, pois está afetando o acesso à prescrição e ao medicamento. Nesse sentido, a Ascoferj está apoiando o projeto nacional Vagas no Varejo, criado pela Abrafarma, Abras e Abrappe para recolocação de profissionais que perderam seus postos de trabalho devido à pandemia do novo coronavírus.

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